REPRODUTIBILIDADE DA AVALIAÇÃO DE FORÇA DO MÚSCULO PEITORAL MAIOR EM MULHERES SAUDÁVEIS

Autores

  • Verônica Zimmer
  • Sabrina Orlandi Barbieri
  • Michele Forgiarini Saccol
  • Joana Hasenack Stallbaum
  • Fabrício Santana da Silva
  • Hedioneia Maria Foletto Pivetta

Palavras-chave:

músculo, peitoral, força, muscular, avaliação, mulheres

Resumo

REPRODUTIBILIDADE DA AVALIAÇÃO DE FORÇA DO MÚSCULO PEITORAL MAIOR EM MULHERES SAUDÁVEIS 1. INTRODUÇÃO O músculo peitoral maior está envolvido em diversos movimentos do membro superior. Nas mulheres, este músculo é amplamente recrutado devido ao padrão respiratório apical e a postura de ombros anteriorizados, em consequência do peso das mamas (LYSEBETH, 2016). Estes achados comuns do gênero feminino podem levar a alterações biomecânicas importantes, como diferenças nas linhas de tração, podendo repercutir sobre a produção de força por parte do músculo peitoral maior. Assim, medidas válidas, confiáveis e reprodutíveis são necessárias para que se possa identificar mudanças que ocorrem na força muscular do peitoral maior, visando avaliar objetivamente características de diferentes amostras bem como os desfechos de tratamentos e treinamentos realizados.O objetivo desta pesquisa foi avaliar a reprodutibilidade de um protocolo de avaliação da força muscular de peitoral maior em mulheres saudáveis.2. METODOLOGIA Cinco voluntárias saudáveis (10 ombros) foram submetidas a uma avaliação do tipo teste e reteste, com intervalo de três dias. Foi realizado um protocolo de avaliação de força muscular utilizando um dinamômetro manual (microFET2 HHD, Hoggan Health industries, Draper, UT, USA), o qual foi estabilizado por uma barra de suporte. Os movimentos testados foram flexão e adução horizontal de ombro.Ambos os testes foram avaliados por uma única pesquisadora. Foi solicitado às participantes que realizassem uma força de contração isométrica máxima sustentada por 5 segundos contra a resistência do dinamômetro. Foram realizadas três repetições de cada movimento, e o valor considerado foi a média destas medidas. Foi provido um intervalo de 30 segundos entre cada uma das medidas e de 1 minuto entre cada movimento avaliado. Ambos os membros superiores foram avaliados, sendo que a coleta se iniciava pelo lado dominante. A ordem dos movimentos foi realizada de forma aleatória.A análise dos resultados foi realizada através do cálculo do coeficiente de correlação intraclasse (ICC), utilizando o software SPSS 14.0 para Windows. 3. RESULTADOS e DISCUSSÃO A avaliação de força do músculo peitoral maior através da dinamometria manual apresentou reprodutibilidade excelente para o movimento de flexão de ombro, com ICC=0,89 (intervalo de confiança entre 0,59 e 0,97), e reprodutibilidade muito boa para o movimento de adução horizontal, com ICC=0,75 (intervalo de confiança entre 0,43 e 0,94). Acredita-se que a utilização de um dispositivo de estabilização foi um recurso capaz de melhorar a confiabilidade da medida, visto que ele minimiza a influência da resistência do pesquisador contra o membro superior da participante avaliada (KOLBER et al, 2007). O equipamento utilizado, bem como o dispositivo de estabilização são portáteis e de fácil utilização, sendo uma alternativa especialmente para avaliações clínicas. Os valores obtidos se apresentaram superiores ao valor mínimo considerado como satisfatório para julgar a reprodutibilidade da medida (WEIR, 2005), o que possibilita a utilização da mesma como forma de avaliação em outros estudos.4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os testes apresentaram reprodutibilidade excelente e muito boa, o que justifica a aplicação no ambiente clínico e de pesquisa, quando realizados por um único avaliador.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2020-03-03

Como Citar

REPRODUTIBILIDADE DA AVALIAÇÃO DE FORÇA DO MÚSCULO PEITORAL MAIOR EM MULHERES SAUDÁVEIS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98774. Acesso em: 26 abr. 2026.