FAMILIARES SOBREVIVENDO AO SUICÍDIO

Autores

  • Tainá Fernandes
  • Rosana Soibelmann Glock

Palavras-chave:

SUICÍDIO, FAMÍLIA, SAÚDE, PÚBLICA

Resumo

Atualmente o suicídio é considerado como um grave problema de saúde pública. A cada ano, são mais de 800 mil pessoas. Uma quantia maior ainda de indivíduos tem tentado tirar a própria vida. O suicídio acontece com pessoas de todas as idades e classes sociais e também em todos os países. O suicídio é um tipo de morte com um impacto muito negativo e pode ainda ser devastador para seus sobreviventes. Os sobreviventes são aquelas pessoas que perderam seu familiar por suicídio, ou que tenham sido afetados de alguma forma pela morte da pessoa que se suicidou. Neste contexto justificou-se o presente estudo. A família vítima de um ato suicida, precisa de muita atenção, tendo em vista que esses sobreviventes podem desenvolver futuramente transtornos e/ou doenças psíquicas. O objetivo deste trabalho foi analisar as sequelas que o suicídio pode causar em uma família de sobreviventes. Realizou-se um estudo de caso com uma família sobrevivendo ao suicídio. O contato com a família se deu por conveniência e as entrevistas aconteceram na forma de roda de conversa, com roteiro semi aberto a partir das seguintes questões norteadoras: relação familiar antes e após o ato de suicídio, reação dos familiares diante do acontecimento. Quando uma pessoa perde um ente por uma causa tão violenta como o suicídio estes sofrem um luto muito maior do que quando se perde alguém por causas naturais. Segundo o estudo, no momento em que se perde um familiar o luto se dá em etapas, como muitos autores defendem.  Assim, observou-se como sendo a primeira fase a negação, onde a família tenta buscar uma razão para tal fato ter ocorrido e ao mesmo nega que este ato possa ter acontecido com um ente tão próximo. No caso do suicídio esta fase se aprofunda ainda mais, muitas vezes apresentando como uma segunda etapa o desencadeamento de depressão ou algum transtorno mental, pois os familiares não admitem o fato de não terem percebido nenhum sinal prévio ao acontecido que o sujeito possa der demonstrado. A partir deste estudo pode-se perceber que existem diversas maneiras e etapas para sobreviver a um luto originado por um suicídio, e que este ato de tirar a própria vida afeta muito mais que uma família e sim toda uma rede de amigos e comunidade. O familiar após uma perda como esta precisa achar uma maneira de superar e para isso acontecer este precisa encontrar um motivo para este ocorrido. Muitos casos de suicídio podem futuramente levar a outros, pois os entes não encontram motivos para um familiar ter tirado a própria vida e assim ficam inconsoláveis e acabam que se direcionam ao mesmo caminho. Necessita-se de um maior comprometimento com a saúde mental destas famílias, para que assim consigam aceitar este ato de suicídio e não tomarem o mesmo destino, considerando o fato da vulnerabilidade destes após esta perda tão repentina.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

FAMILIARES SOBREVIVENDO AO SUICÍDIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98762. Acesso em: 26 abr. 2026.