O USO DA TERMOGRAFIA PARA DIAGNÓSTICO DA DOR MUSCULAR DE INICIO TARDIO

Autores

  • Carolina Martins
  • Álvaro Sosa Machado
  • Marcos Roberto Kunzler
  • Willian da Silva
  • Milena Aguiar Santos
  • Felipe Pivetta Carpes

Palavras-chave:

Exercício, físico, termografia, infravermelha, dor, muscular, tardia

Resumo

A dor muscular de início tardio (DMIT) caracteriza-se por uma sensação de desconforto simples ou até mesmo dor debilitante grave restringindo o movimento da musculatura e afastando o participante da prática de exercícios e também limitando algumas tarefas da vida diária. A DMIT está associada a uma sequência de eventos correlacionados, como um dano mecânico estrutural no músculo e liberação de enzimas, como creatina quinase (CK), a lactato desidrogenase (LDH). A termografia infravermelha é uma técnica não invasiva que busca através de um sensor infravermelho a captura da temperatura refletida da pele e vem ganhando visibilidade como método na avaliação do risco de lesões e recuperação pós-exercício, podendo auxiliar na prevenção e monitorando de possíveis lesões. Neste estudo, buscamos determinar as mudanças na temperatura cutânea, DMIT e marcadores bioquímicos de dano muscular após exercício excêntrico. O protocolo utilizado foi exercício excêntrico para músculos posteriores da perna e foi executado por dez jovens do sexo masculino. Análises bioquímicas, dados de termografia e avaliação da dor pela Escala Visual Analógico, foram coletados antes, logo após e 48h depois do exercício ter sido realizado. A distribuição dos dados foi avaliada quanto a normalidade e os dados foram comparados antes, logo após e 48h pós-exercício com Anova e post-hoc de Tukey. A correlação entre CK e LDH e temperatura foi verificada com teste de Pearson. Assimetrias na temperatura foram verificadas por teste t pareado e da DMIT por Wilcoxon. A temperatura e a DMIT foram comparadas antes, logo após e 48h após com Anova e post-hoc de Tukey e Kruskal-Wallis e Wilcoxon, respectivamente. O nível de significância foi de 0,05. Como resultados tem-se que temperatura da pele aumentou logo após o exercício e retornou a níveis pré-exercício 48h após, a CK manteve-se igual no momento pré-exercício e logo após, apresentando-se aumentada 48h após o exercício. LDH não apresentou mudanças, não havendo assim correlação significativa entre a temperatura e CK e LDH no pré, logo após e nem 48h após exercício. Comportamentos da temperatura e DMIT também foram distintos, sendo que a DMIT atingiu o maior valor 48h após o exercício. Os resultados sugerem que a resposta térmica diferiu da resposta dos marcadores bioquímicos de inflamação, dano muscular e dor muscular de início tardio. Na fase atual, estão sendo feitas análises para determinar se as mudanças agudas de temperatura podem ajudar a estimar o dano muscular, inflamação e recuperação nas horas subsequentes ao exercício.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

O USO DA TERMOGRAFIA PARA DIAGNÓSTICO DA DOR MUSCULAR DE INICIO TARDIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98757. Acesso em: 26 abr. 2026.