EFEITO DA LUTEÍNA NANOENCAPSULADA SOBRE A MEMÓRIA DE CAMUNDONGOS
Palavras-chave:
Funções, Cognitivas, Doenças, neurodegenerativas, Carotenoide, BiodisponibilidadeResumo
Memória é a capacidade de armazenar novas informações e recordar aprendizados anteriores, sendo uma das funções cognitivas mais complexas da natureza. Existem vários tipos de memória, entre elas, a memória declarativa que refere a fatos e eventos que podem ser recordados conscientemente e declarados de forma lógica. Atualmente, várias patologias, como doenças neurodegenerativas e o consumo excessivo de álcool, estão envolvidas nos déficits de aprendizagem e progressiva perda da memória. Assim, é importante a busca por possíveis candidatos no tratamento dos déficits de memória induzidos por diferentes fatores. Neste sentido, evidências crescentes apontam para o importante papel dos compostos bioativos, como a luteína, um carotenoide pertencente ao grupo das xantofilas que apresenta propriedades antioxidantes e tem sido associada à melhora das funções cognitivas. Algumas linhas de evidências demonstram que a luteína é um dos carotenoides envolvidos nos processos de aprendizado, memória e prevenção de doenças neurodegenerativas. Além disso, a biodisponibilidade é um fator importante que deve ser considerado em relação aos efeitos da luteína. A solubilização da luteína em óleo do gérmen de trigo melhora sua biodisponibilidade em camundongos. Nesse sentido, nanopartículas poliméricas têm sido amplamente estudadas visando aumentar a biodisponibilidade, absorção e facilitar a entrada de drogas ou compostos bioativos através de barreiras biológicas, maximizando o potencial terapêutico e ao mesmo tempo minimizando os efeitos colaterais. Assim, a nanoencapsulação da luteína pode representar um aumento na sua biodisponibilidade e absorção, sendo uma alternativa para o tratamento de doenças. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de nanopartículas de luteína sobre a memória declarativa de camundongos na tarefa de reconhecimento de objetos. Os animais foram divididos em grupos para administração da seguinte forma: solução salina (10 mL/kg); óleo de oliva (10 mL/kg); luteína na forma livre (LL; 100 mg/kg) ou luteína na forma encapsulada (LE; 1,5; 5 ou 10 mg/kg), por gavagem oral, durante 14 dias. Vinte e quatro horas após a última administração os animais foram avaliados na tarefa de reconhecimento de objetos. Os resultados encontrados mostraram que os grupos administrados com luteína livre (100 mg.Kg) e luteína encapsulada nas proporções de (10 mg.Kg e 1,5 mg.Kg), durante 14 dias melhorou a memória de camundongos na tarefa de reconhecimento de objetos. Além disso, administração de luteína, seja na forma livre ou encapsulada, não causou alterações motoras nos animais, portanto, não influenciou sua locomoção durante a tarefa de reconhecimento de objetos. Este trabalho demonstrou que a administração de luteína livre ou encapsulada durante 14 dias melhorou a memória dos camundongos na tarefa de reconhecimento de objetos. Interessantemente, efeito semelhante ao alcançado pela luteína livre pôde ser obtido utilizando luteína encapsulada em doses 66 vezes menores, demonstrando que a encapsulação da luteína foi capaz de potencializar o seu efeito sobre a memória de camundongos. Assim, a luteína pode ser considerada uma alternativa no desenvolvimento de fármacos com potencial para serem utilizados na prevenção ou tratamento dos déficits de memória induzidos por diferentes patologias.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EFEITO DA LUTEÍNA NANOENCAPSULADA SOBRE A MEMÓRIA DE CAMUNDONGOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98731. Acesso em: 26 abr. 2026.