ELIMINAÇÃO DE LARVAS DE PRIMEIRO ESTADIO EM CAMUNDONGOS INFECTADOS COM DIFERENTES CARGAS DE ANGIOSTRONGYLUS COSTARICENSIS

Autores

  • Caroline Hermes
  • Elise Benvegnú
  • Marcio Machado Costa
  • Maria Isabel Botelho Vieira
  • Rubens Rodriguez

Palavras-chave:

Angiostrongiliase, abdominal, Mus, musculus, carga, parasitária

Resumo

A angiostrongiliase abdominal (AA) é uma doença causada pelo nematódeo Angiostrongylus costaricensis, sendo uma zoonose endêmica da região do Sul do Brasil, tendo como hospedeiros definitivos roedores silvestres e hospedeiros intermediários moluscos terrestres. O parasito vive na artéria mesentérica superior de roedores, onde as fêmeas põem ovos que percorrem a corrente sanguínea na parede intestinal, gerando a L1, que será eliminada nas fezes. Nos hospedeiros intermediários as larvas sofrem duas mudas, sendo a L3 a forma infectante, a qual é eliminada junto ao muco dos moluscos. Roedores são infectados por alimentarem-se de legumes ou moluscos contaminados por L3. Os seres humanos participam do ciclo acidentalmente pela ingestão de L3 em alimentos, tendo como sintomas dor abdominal e massa tumoral. A relação entre infecções com diferentes cargas de L3 em um modelo experimental e eliminação de larvas L1 ainda não é conhecido, bem como sua relação com a sobrevida desses animais. O objetivo do estudo foi avaliar a taxa de eliminação de L1 liberada por camundongos Swiss em uma infecção experimental com diferentes cargas parasitárias de A. costaricensis. O estudo foi executado no Biotério do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo e utilizou trinta e dois camundongos Swiss machos (M. musculus), infectados com diferentes cargas de L3 de A. costaricensis, oriundas do molusco Biomphalaria glabrata, pelo método de gavagem. Os animais foram divididos em quatro grupos com oito animais cada e mantidos em gaiolas individuais, da seguinte maneira: grupo 1 infectado com cinco L3, grupo 2 infectado com 15 L3, grupo 3 infectado com 30 L3 e grupo 4 como controle. As fezes foram coletadas diariamente e pesadas individualmente, a partir do vigésimo dia pós-infecção, até o animal vir a óbito, sendo acondicionadas em um funil pelo método de Baermann, permanecendo over night, examinando o sedimento em microscópio para a contagem de L1. No presente estudo, os grupos 2 e 3 começaram a eliminar L1 a partir do 22 dias pós-infecção (DPI), no entanto, o grupo 1 começou a eliminar L1 a partir do 23 DPI. Os animais do grupo 2 apresentaram mortalidade mais rápida do que os outros grupos, permanecendo vivos até 38 DPI. O grupo 3 permaneceu eliminando L1 até 60 DPI, enquanto o grupo 1 eliminou L1 até o 65 DPI, sendo que 2 animais permaneceram vivos até o 100 DPI. Notamos que no mesmo grupo os animais demonstraram diferenças quanto a eliminação de L1 em determinados dias. Em conclusão, a infecção experimental com diferentes cargas de L3 de A. costaricensis em camundongos Swiss, apresenta eliminação irregular de L1, ressaltando que infecções com 5 L3 apresentam menor mortalidade e eliminação considerável de L1, sendo um possível modelo para manutenção do ciclo de vida do parasito. Estudos que auxiliem para uma melhor elucidação da AA são importantes para a compreensão de sua patogenia e relação entre parasito e hospedeiro, sendo de notável interesse à saúde pública.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ELIMINAÇÃO DE LARVAS DE PRIMEIRO ESTADIO EM CAMUNDONGOS INFECTADOS COM DIFERENTES CARGAS DE ANGIOSTRONGYLUS COSTARICENSIS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98723. Acesso em: 26 abr. 2026.