DETERMINAÇÃO DE PROTOCOLO DE DESINFESTAÇÃO DO MUSGO ANTÁRTICO SANIONIA UNCINATA (HEDW.) LOESKE

Autores

  • Bruna Bernardes
  • Bruna Mota Bernardes
  • Maria Victória Magalhães de Vargas
  • Filipe De Carvalho Victoria
  • Mônica Munareto Minozzo

Palavras-chave:

Briófitas, Desinfestação, Antártica

Resumo

O continente Antártico embora seja formado em sua totalidade por gelo e possua características singulares, também apresenta uma enorme variedade de organismos vivos com características peculiares e adaptados para sobreviver em temperaturas negativas. A simplicidade de desenvolvimento dos musgos aliada à facilidade para aplicação de abordagens genéticas faz com que estes sejam utilizados em estudos de processos biológicos e moleculares em plantas (COVE, D. 2005) entretanto, os musgos antárticos dificilmente apresentam a fase diploide e fértil do esporófito, dificultando seu cultivo em laboratório pela ausência de esporos (CASANOVA-KATNY, A. et al., 2016). Com isso, o objetivo do presente trabalho foi definir um protocolo de desinfestação para o cultivo de Sanionia uncinata a partir de amostras antárticas. Amostras de Sanionia uncinata foram coletadas em janeiro de 2015 durante a Operantar XXXIII na Ilha Elefante na Antártica e armazenadas no laboratório a 20ºC. Foram adaptados e testados 3 protocolos de desinfestação, sendo eles: 1. Álcool e Hipoclorito (Adaptado de CVETIC, T. et al., 2007): 40mg de gametófitos de Sanionia U. foram colocados em álcool 70% durante 45s, lavados três vezes com água destilada autoclavada, colocados em Hipoclorito 75% durante 1min e lavados três vezes novamente com água destilada autoclavada. Logo após, foram transferidos para tréplicas de meio MS (MURASHIGE, T. & SKOOG, F. A., 1962) e meio MS com 4% de sacarose, ambos sem adição de ágar. 2. Sulfato de cobre e Hipoclorito + Tween (Adaptado de ZÚÑIGA, Gustavo E. et al. 2009): 40mg de gametófitos de Sanionia U. foram colocados em 200ml uma solução aquosa contendo 0,25ml/L de sulfato de cobre por 15min, lavados três vezes com água destilada autoclavada, colocados em uma solução contendo 10% de Hipoclorito e 0,01% de Tween por 10min e lavados três vezes novamente com água destilada autoclavada. Logo após, foram transferidos para tréplicas de meio MS (MURASHIGE, T. & SKOOG, F. A., 1962) e meio MS com 4% de sacarose, ambos sem adição de ágar. 3. Derosal plus ® e Hipoclorito + Tween (Adaptado de ZÚÑIGA, Gustavo E. et al. 2009): 40mg de gametófitos de Sanionia U. foram colocados em 200ml de uma solução aquosa contendo 0,2μl do fungicida por 15min, lavados três vezes com água destilada autoclavada, colocados em uma solução contendo 10% de Hipoclorito e 0,01% de Tween por 10min e lavados três vezes novamente com água destilada autoclavada. Logo após, foram transferidos para tréplicas de meio MS (MURASHIGE, T. & SKOOG, F. A., 1962) e meio MS com 4% de sacarose. Após as desinfestações e o cultivo em tubos falcon, as amostras foram mantidas em um Shaker-Incubator, com agitação constante de 170rpms e temperatura de +/-20ºC por 7 dias, coletados dados morfológicos e observadas as mudanças nos meios de cultivos. Com isso, podemos concluir que dentre os três protocolos o melhor método de desinfestação para Sanionia U. é a utilização do fungicida Derosal plus ® e Hipoclorito + Tween no qual houveram menos contaminações, juntamente com o cultivo em meio MS.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

DETERMINAÇÃO DE PROTOCOLO DE DESINFESTAÇÃO DO MUSGO ANTÁRTICO SANIONIA UNCINATA (HEDW.) LOESKE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98718. Acesso em: 26 abr. 2026.