FITOSSOCIOLOGIA DE PLANTAS DANINHAS EM CULTIVO DE MANDIOCA

Autores

  • Hiago Spagnoli
  • Tadeu Werlang
  • Ana Caroline Pereira da Luz
  • Lucas Andrey Scherwz
  • Vinícius Cavalli Pozzo
  • Siumar Pedro Tironi

Palavras-chave:

Manihot, esuclenta, plantio, direto, convencional

Resumo

A partir do levantamento fitossociológico realizado na área é possível estabelecer estratégias preventivas para o controle de forma sustentável da comunidade infestante existente no mandiocal, reduzindo assim os custos de produção e o impacto no meio ambiente. Com isso, objetivou-se com o presente trabalho verificar a dinâmica populacional da comunidade de plantas daninhas em cultivo de mandioca submetida a dois sistemas de plantio, convencional e direto, e diferentes intervalos entre capinas. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados com parcelas subdivididas, com quatro repetições.Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 2 x 6. O primeiro fator, alocado nas parcelas, foi composto por dois sistemas de plantio, plantio direto e plantio convencional. O segundo fator, alocado nas subparcelas, foi constituído por diferentes intervalos entre capinas, a cada 30, 60, 90 e 120 dias, mais uma testemunha sempre livre de competição e uma testemunha sem capina (em competição durante todo o ciclo da cultura). Os intervalos de controle foram contabilizados a partir do plantio, ao término de cada intervalo foi realizado o controle das plantas daninhas através de capina. Para o levantamento fitossociológico da comunidade infestante, foram realizadas três amostragens por parcela, totalizando doze quadrados por tratamento, utilizando um quadrado vazado de 0,50 x 0,50 m, lançado ao acaso dentro da área útil de cada parcela a cada período de controle, antes de realizar o controle das plantas. As plantas daninhas foram identificadas, quantificadas e, posteriormente, a parte aérea das mesmas foram coletadas e alocadas em sacos de papel e levadas à estufa de circulação forçada de ar, com temperatura de 60 °C, até obtenção de massa constante, para a determinação da biomassa seca da parte aérea das plantas daninhas. A identificação das plantas foi realizada com base em Kissmann; Groth (1999). As variáveis avaliadas foram número e massa seca de plantas daninhas. Os dados foram analisados de forma descritiva. As espécies S. latifolia, S. rhombifolia, L. multiflorum e V. villosa se destacaram quanto ao número de plantas (Mi ha-1). As capinas reduziram, de modo geral, o número de plantas daninhas na coleta seguinte. O plantio direto proporcionou um aumento do número de plantas no inicio do desenvolvimento da cultura. As plantas daninhas S. latifolia, S. rhombifolia, L. multiflorum, V. sativa e R. raphanistrum apresentam elevado acúmulo de massa seca. O aumento do intervalo entre capinas de 30 para 90 dias possibilita um maior acúmulo de massa seca de plantas daninhas.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

FITOSSOCIOLOGIA DE PLANTAS DANINHAS EM CULTIVO DE MANDIOCA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98692. Acesso em: 26 abr. 2026.