CONDUTÂNCIA ESTOMÁTICA, TRANSPIRAÇÃO E TAXA FOTOSSINTÉTICA EM HANDROATHUS HEPTHAPHYLLUS (VELL.) MATTOS SOB EFEITO DO ALUMÍNIO.

Autores

  • Victória Sasso
  • Wilson Rotili
  • Jover da Silva Alves
  • Olga Teodora Scarpini Porto
  • Camila Peligrinotti Tarouco
  • Luciane Almeri Tabaldi

Palavras-chave:

Alumínio, Fitorremediação, Ipê-Roxo, Fotossíntese

Resumo

O Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos (Ipê- Roxo) possui grande importância econômica e ecológica, sendo constantemente alvo de interesse do extrativismo ilegal devido as suas propriedades medicinais e as peculiaridades visuais de sua madeira. O gênero ainda possui uma característica interessante que é sua alta capacidade de adaptação, isso graças à facilidade que possui de modificar sua fisiologia para se ajustar as diferentes condições ambientais. Tal aspecto tem ainda maior destaque levando em consideração que a espécie é umas das poucas do gênero que é nativa do Rio Grande do Sul, um dos estados Brasileiros que possui solos predominantemente ácidos. A alta acidez dos solos do sul do Brasil está inúmeras vezes associada a uma grande concentração de alumínio (Al), que pode ser proveniente do material de origem do solo ou de ações antrópicas. Isso representa um grave problema para as espécies vegetais da região. Considerando a relevância da espécie e o obstáculo que é a presença de alumínio no solo para as plantas, o objetivo do experimento foi avaliar o efeito de diferentes concentrações de Al sobre a taxa de fotossíntese, taxa de transpiração e condutância estomática de mudas de Ipê-Roxo em sistema hidropônico. As mudas foram propagadas e selecionadas entre 7 e 13 cm de altura, as quais foram encaminhadas para o sistema hidropônico contendo solução nutritiva (sem P e pH 4,5 ± 0,1), e expostas a cinco concentrações de Al (0, 25, 50, 75 e 100 mg L-1). Utilizou-se delineamento inteiramente casualizado, sendo 5 plantas por tratamento. A exposição das plantas aos diferentes tratamentos durou duas semanas, e no 14º dia foi realizado a determinação das trocas gasosas através de um medidor portátil de fotossíntese, IRGA, modelo LI-6400 (LI-COR). Os parâmetros medidos foram a taxa de transpiração nas folhas (nmol m-2 s-1); condutância estomática nas folhas (mol m-2 s-1) e a taxa de assimilação liquida (µmol m-2 s-1). Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Não ocorreu diferença significativa entre os tratamentos para a nenhum dos parâmetros analizados, sendo que as maiores médias foram encontradas nos tratamentos 0 e 100 mg L-1. Conclui-se que as trocas gasosas avaliadas não foram influenciadas pelas diferentes concentrações de alumínio sugerindo que a espécie é tolerante ao Al, podendo então ser utilizada em área contaminas ou solos ácidos.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

CONDUTÂNCIA ESTOMÁTICA, TRANSPIRAÇÃO E TAXA FOTOSSINTÉTICA EM HANDROATHUS HEPTHAPHYLLUS (VELL.) MATTOS SOB EFEITO DO ALUMÍNIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98690. Acesso em: 26 abr. 2026.