EFICIÊNCIA OPERACIONAL DA CONDUÇÃO DA BROTAÇÃO EM PLANTIOS FLORESTAIS DE EUCALIPTO

Autores

  • Jeferson Dias
  • Matheus Roberto da Silva
  • Nirlene Fernandes Cechin
  • Bruno Pimentel Morales

Palavras-chave:

Eucalipto, Eficiência, Operacional, Desbrota, Atividades, Florestais

Resumo

A talhadia consiste numa possibilidade de substituir o povoamento colhido por indivíduos originários de brotação das gemas dormentes de touças remanescentes, após a realização da colheita florestal (CALDEIRA, 1999). A eficiência operacional é definida como a porcentagem do tempo efetivo de trabalho, em relação ao tempo programado para o trabalho (CARMO, 2013). Estudos cujo objetivo é conhecer a capacidade produtiva e as possíveis variáveis que interferem no rendimento de atividades florestais é uma preocupação crescente das empresas florestais, pois, cada vez mais, estas visam o desenvolvimento de técnicas para melhorar a eficiência e o desempenho operacional dos métodos utilizados nas atividades florestais. Neste sentido, o presente estudo teve por objetivo avaliar o rendimento e a eficiência operacional da condução da brotação, pelo método semimecanizado, em plantios florestais de Eucalyptus sp. O estudo foi realizado em um horto florestal de Eucalyptus SP, localizado no município de São Gabriel, RS, a partir do acompanhamento diário de atividades realizadas por uma empresa prestadora de serviços. Os dados foram coletados baseados em procedimentos inerentes ao estudo de tempos e movimentos. As atividades efetivas estão relacionadas ao deslocamento entre as cepas e o corte da brotação e as atividades gerais ao Setup (paradas programadas) e aos deslocamentos, Diálogo Diário de Segurança, tempo para assinar documentos, entre outros (paradas não programadas). Os tempos parciais foram determinados pelo método do tempo contínuo e os dados coletados foram anotados em um formulário no software Excel. O aplicativo Avenza Maps foi utilizado para registrar as áreas trabalhadas. Na redução de brotos foram utilizadas roçadeiras. Na seleção dos brotos para cortar deveria ser observada a forma, sanidade, haste quebrada, ponta seca, ponta tortuosa e ponta que apresenta alguma anomalia. O número de brotos por cepa depende da densidade de árvores. No caso havia a orientação de deixar dois brotos por cepa, sempre que possível, ou apenas um para chegar à densidade média de 1.333 árvores conduzidas por hectare. O tempo operacional médio da atividade foi de 09 horas e 52 minutos. Deste tempo, 77% correspondem às atividades efetivas, 10% as paradas programadas e 13% as paradas não programadas. Os colaboradores ficaram sem realizar suas atividades durante 2 horas e 16 minutos. A diferença de tempo entre as paradas não programadas e as paradas programadas foi de 14 minutos. O rendimento da equipe foi de 1,36 ha/h e a eficiência operacional média correspondeu a 77, 31%. Do tempo médio total de paradas não programadas, 28,4% correspondeu ao deslocamento da equipe (entre talhões, de talhão para área de vivência e da área de vivência para o talhão) 29,5% ao setup e 42, 1% a outros tipos de paradas. Em relação aos outros tipos de paradas não programadas, 10% está relacionado a assinatura de documentos, 45% ao diálogo de serviço, 5% a ginástica laboral e 40% devido à chuva. A atividade apresentou uma eficiência operacional superior ao mínimo recomendado, que corresponde a 70%. É evidente a necessidade de estudos sobre a avaliação da eficiência operacional da condução da brotação de Eucalyptus.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

EFICIÊNCIA OPERACIONAL DA CONDUÇÃO DA BROTAÇÃO EM PLANTIOS FLORESTAIS DE EUCALIPTO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98686. Acesso em: 26 abr. 2026.