SECAGEM DE GRÃOS DE SOJA DE VARIEDADES RR E RR2INTACTA COM DIFERENTES TEORES DE ÁGUA

Autores

  • Marilia de Oliveira
  • Francieli De Vargas
  • Paulo Carteri Coradi
  • Sabrina Dalla Corte Bellochio

Palavras-chave:

teor, lipidios, proteína, bruta, pós-colheita

Resumo

Considerando que os grãos são colhidos com altos teores de água, torna-se necessário o processo de secagem para garantir a conservação e a qualidade durante o armazenamento. O presente estudo teve como objetivo avaliar e comparar a qualidade de grãos de soja em função de diferentes manejos de teores de água e variedades de soja no processo secagem. O trabalho foi realizado durante a safra 16/17. As coletas de amostras foram realizadas na Cotriel, unidade de Capão do Valo, Rio Pardo. Os seis tratamentos constituíram-se de T1-Lote Seco em Campo soja RR (13,8% b.u), T2-Lote Seco em Campo RR2Intacta, com 14,3% b.u. T3-Lote Úmido 17% b.u., T4-Lote Seco 1, período de secagem de 3h, reduzindo 5,5% b.u. (11,5% b.u.), T5-Lote Seco 2, secagem de 1h, reduzindo 3,2% b.u. (13,8% b.u.) e T6-Lote Seco 3, secagem de 1h reduzindo 2,9% b.u. (14,1%b.u.). Foi utilizado secador Condor de fluxo contínuo, modelo scmc 40, com temperatura média do ar de secagem de 105 °C. Foram realizadas avaliações químicas e físicas das amostras, sendo elas: umidade, impureza, grãos quebrados, fermentados e ardidos, massa seca, proteína bruta e extrato etéreo. Os testes estatísticos foram realizados no software Sisvar, com a aplicação do teste de Tukey a 5% de probabilidade. As avaliações de impureza e grãos fermentados, não diferiram em nenhum dos tratamentos. Quanto aos grãos quebrados, houve diferença entre todos os tratamentos, observando os maiores índices nos grãos com teores de água mais baixos, T1, T2 e T4 sendo esses valores de 5,94%, 5,90% e 5,86,%, os tratamentos T3, T5 e T6 tiveram índices de 3,55%, 2,15% e 4,70,%. Os tratamentos T3 e T5 (1,33% e 1,8%) não diferiram entre si na avaliação de grãos fermentados, porém, estes índices foram superiores aos demais tratamentos, que da mesma forma não diferiram entre si. Não houve significância no teor de massa seca dos tratamentos. Na avaliação de extrato etéreo, houve diferença apenas no tratamento T2 com 20,47%, os demais tratamentos apresentaram resultados superiores, porém, não diferiram entre si, mantendo seus valores entre 22,76% e 23,52% (T1 e T5). Quanto a avaliação de proteína, os tratamentos T1 e T6 (38,51% e 39,61%) não diferiram entre si, tal como os tratamentos T4 e T2 (41,60% e 40,91%) não diferiram, o tratamento T5 apresentou resultado superior aos demais com 42,88%, o tratamento T3 não diferiu dos tratamentos T5, T4 e T2, apresentando 42,03% de proteína bruta. Pode-se concluir que O tratamento T5 manteve maior teor de proteína bruta e T2 apresenta o menor teor de extrato etéreo. Concluiu-se que a qualidade dos grãos foram afetados pela secagem e que a variedade de soja RR1 apresentou maior teor de proteína bruta em relação à variedade RR2 PRO.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

SECAGEM DE GRÃOS DE SOJA DE VARIEDADES RR E RR2–INTACTA COM DIFERENTES TEORES DE ÁGUA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98677. Acesso em: 26 abr. 2026.