UTILIZAÇÃO DA INSULAÇÃO ESCROTAL COMO MODELO PARA AVALIAÇÃO DA DEGENERAÇÃO TESTICULAR EM CARNEIROS
Palavras-chave:
Insulação, escrotal, degeneração, testicular, motilidade, vigor, perímetroResumo
A ovinocultura no Brasil conta com aproximadamente 17 milhões de cabeças de ovinos, sendo que os rebanhos mais expressivos em números estão no Nordeste do Brasil e no Rio Grande do Sul. A degeneração testicular é um problema que afeta a produção de ovinos, as causas para esta patologia não estão totalmente elucidadas. Deste modo, este presente estudo tem como objetivo utilizar o método de insulação escrotal como forma de avaliar as diferentes ações da temperatura na degeneração testicular, elucidando os danos causados no testículo e na qualidade do sêmen. No experimento foram utilizados 10 ovinos machos inteiros onde foram induzidos a insulação escrotal que consiste na colocação de bolsas térmicas fixadas no escroto, compostas de uma dupla camada plástica intermediada por uma camada de algodão, semelhante a (PEZZINI et. al., 2006), durante 72 horas. Os resultados obtidos com o experimento mostram que a temperatura escrotal teve uma oscilação significativa mostrando diferenças menores que 6° e 4°C, o que é prejudicial para o testículo, podendo levar a danos teciduais e na espermatogênese. Essa diminuição ocorreu em alguns períodos da insulação, principalmente à tarde. O perímetro escrotal dos animais foi mensurado antes da insulação, imediatamente após, 7 e 14 dias após o insulto térmico, apresentando valores de 27 cm na Pré IE, 26cm Pós IE, 25cm no 7º dia e 25cm no 14º dia. Observou-se uma redução significativa gradativa no perímetro até o 7º dia após a insulação. A consistência testicular foi avaliada em uma escala de 1-5, onde é possível observar uma significativa redução na consistência dos testículos imediatamente após a insulação escrotal (Pós IE), que persiste até 7 dias (7D) após o insulto. Para os parâmetros seminais foram avaliados a motilidade e vigor, onde não foram observadas diferenças significativas, já que o sêmen estava presente no epidídimo e não reflete o sêmen produzido no testículo degenerado. Considerando os resultados obtidos é possível sugerir que este estudo foi capaz de induzir degeneração testicular através da insulação escrotal, uma vez que foram observadas alterações no perímetro e consistência testiculares. No entanto, mais avaliações são necessárias a fim de verificar os efeitos da degeneração testicular sobre a qualidade do sêmen e a fertilidade destes animais.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
UTILIZAÇÃO DA INSULAÇÃO ESCROTAL COMO MODELO PARA AVALIAÇÃO DA DEGENERAÇÃO TESTICULAR EM CARNEIROS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98633. Acesso em: 26 abr. 2026.