LIPOMA ESPLÊNICO EM UM CÃO

Autores

  • Marcio Maciel
  • Karoline da Silva Vaz Oliveira
  • Lucas de Souza Cougo
  • Lenir Gonçalves Leite

Palavras-chave:

NECROPSIA, NEOPLASIA, BAÇO

Resumo

INTRODUÇÃO:O baço é um órgão com função de hematopoiese que realiza a filtração de sangue através do seu sistema sinusoidal , além disso é responsável por estocar plaquetas e eritrócitos maduros, maturação de reticulócitos, fagocitose e destruição de eritrócitos, plaquetas e leucócitos e hematopoiese extramedular. Neoplasias a nível de baço são frequentemente diagnosticadas em cães, podendo ter um caráter benigno ou maligno.Lipomas, frequentemente múltiplos, ocorrem em diversos locais como massas de tecido adiposo, de dimensões e formas distintas. Esses tumores são detectados mais frequentemente na região subcutânea. O lipossarcoma, que é mais raro, caracteriza-se por áreas de tecido fibroso anaplásico junto com tecido adiposo e um tecido intermediário no qual somente existem células adiposas rudimentares com pequenos vacúolos.OBJETIVO: Por se tratar de uma neoplasia pouco frequente em cães, objetivou-se com o presente trabalho relatar um caso de lipossarcoma esplênico em um canino, por ser uma neoplasia de ocorrência rara neste órgão e devido ao aumento da perspectiva de vida do paciente após o procedimento cirúrgico.METODOLOGIA:Chegou na Faculdade de Veterinária da URCAMP- Universidade da Região da Campanha, campus Bagé, um cão com 13 anos de idade da raça Labrador de pelagem preta, apresentando histórico de prostração e com sinais de toxemia. O mesmo foi submetido a necropsia onde foi coletado material para exames histopatológicos provenientes do baço, rim, fígado, pulmão e estômago.RESULTADOS: Lesões tumorais foram encontrados no baço, de coloração esbranquiçada e áreas com aspecto de calcificação. O material coletado foi encaminhado para o Laboratório de Histopatologia da instituição, com a finalidade de obter o diagnóstico. O resultado do exame histopatológico foi de lipoma esplênico, constituído por tecido adiposo maduro, com células adiposas volumosas e poliédricas, formando lóbulos separados por finos septos de tecido conjuntivo vascularizado.CONCLUSÃO:Neoplasias esplênicas nem sempre são diagnosticadas e tratadas adequadamente, já que o diagnóstico muitas vezes é feito em estágios avançados, quando o animal já está apresentando comprometimento sistêmico associado, o problema é evidenciado através de diagnóstico por imagem como achado acidental ou somente durante a necropsia. Quando diagnosticados precocemente, e principalmente os de caráter benigno como o caso relatado, a probabilidade de cura e sobrevida do animal é bem maior.São necessários maiores estudos sobre os fatores etiológicos e clínicos dessa neoplasia, pois especialmente os lipossarcomas possuem curso clínico desfavorável

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2020-03-03

Como Citar

LIPOMA ESPLÊNICO EM UM CÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/98606. Acesso em: 26 abr. 2026.