ATIVIDADE DE OLEA EUROPAEA FRENTE A FUNGOS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA E VETERINÁRIA

Autores

  • Vittória das Neves
  • Tabata Pereira Dias
  • João Roberto Braga de Mello
  • Anna Luiza Silva
  • Renata Osório de Faria
  • Márcia Kutscher Ripoll

Palavras-chave:

dermatófito, azeite, sensibilidade

Resumo

A oliveira (Olea europaea L.) é uma planta frutífera pertencente à família Oleaceae. A partir dos seus frutos, extrai-se o azeite, óleo utilizado mundialmente e que é composto por substâncias com propriedades terapêuticas. Da oliveira é possível extrair substâncias que apresentam ação anti-inflamatória, antimicrobiana, antiviral, e antitumoral, além de alto poder antioxidante. O azeite é extraído a partir das azeitonas, que também são ricas em substâncias com propriedades terapêuticas como carotenos, tiamina e riboflavina. Devido aos seus efeitos benéficos, foi uma planta muito utilizada na medicina popular brasileira. Na medicina veterinária têm sido sugeridas terapias alternativas, a fim de amenizar problemas de resistência antimicrobiana e alta toxicidade. Substâncias como extratos vegetais e fitoterápicos geralmente são menos tóxicas. A prevalência de algumas doenças fúngicas, principalmente as dermatofitoses, tem sido cada vez maior, e estas vêm apresentando resistência aos antifúngicos tradicionais. A dermatofitose é provocada por fungos pertencentes aos gêneros Epidermophyton, Microsporum e Trichophyton, que provocam lesões em tecidos queratinizados. Em cães e gatos, os principais responsáveis por causar esta infecção são M. canis e M. gypseum. Seu tratamento normalmente é lento, já havendo registros de casos com resistência aos fármacos mais comumente utilizados. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antifúngica do azeite de oliva frente a isolados de fungos do gênero Microsporum. A fim de se testar a sensibilidade de dermatófitos a duas diferentes marcas de azeite comercial, realizou-se a técnica de microdiluição em caldo, seguindo o protocolo M38-A2, para fungos filamentosos, do CLSI com adaptações para produtos químicos. Foram testados 5 isolados de Microsporum gypseum, oriundos de cães e gatos com a doença, realizando-se a leitura de CIM. Após os testes, observou-se que o azeite comercial testado não apresenta eficácia para eliminar ou inibir o crescimento fúngico, quando se trata de dermatófitos do gênero Microsporum e espécie gypseum. Entretanto, espera-se que em testes futuros, com extratos obtidos da oliveira, seja possível observar alguma atividade antifúngica diante dos isolados testados.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ATIVIDADE DE OLEA EUROPAEA FRENTE A FUNGOS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA E VETERINÁRIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/97787. Acesso em: 3 jun. 2026.