ANÁLISE DE RELAÇÕES FILOGENÉTICAS ENTRE CULTIVARES DE CANNABIS SATIVA L.

Autores

  • Maria de Abreu
  • Tális Oliveira
  • Anderson Freitas
  • Valdir Marcos Stefenon
  • Cristiane Barbosa Doliveira

Palavras-chave:

Cannabaceae, variabilidade, hibridização, DNA, plastidial

Resumo

Inicialmente distribuída na Ásia Central, Cannabis sativa L. (Cannabaceae) é hoje um dos cultivos mais irradiados no mundo, sendo uma das primeiras espécies de plantas popularizadas, amplamente utilizada em diversas áreas socioeconômicas, bem como culturais. O gênero Cannabis apresenta três espécies principais: C. sativa, C. indica e C. ruderalis, reconhecidas pela alta taxa de variabilidade, hibridização, introgressão e características panmíticas. Polimorfismos no DNA plastidial, uniparental de origem materna, apresentam uma baixa taxa de mutação, tornando esses haplótipos ideais para obtenção de dados evolutivos e biogeográficos. Levando em conta a importância da análise molecular do genoma plastidial para a filogenia e das características conservadas do cloroplasto, o objetivo do presente trabalho foi analisar a relação filogenética dos genomas plastidiais de cultivares de C. sativa. Para tal estudo, prospectou-se os genomas plastidiais utilizando-se a ferramenta Taxonomy, as sequencias foram salvas em arquivos no formato FASTA e posteriormente alinhadas, no software Mega® 7.0. A árvore filogenética foi construída por máxima verossimilhança, utilizando teste de Bootstrap com 1000 réplicas. A pressão de seleção foi analisada utilizando a ferramenta HyPhy. Foram encontradas quatro cultivares de Cannabis sativa depositadas no NCBI, sendo elas: cultivar Carmagnola, cultivar Dagestani, cultivar Yoruba Nigeria, cultivar Cheungsam, e como espécie para comparação foi utilizada Humulus lupulus L. pertencente à família Cannabaceae. Os resultados observados na analise filogenética dos genomas plastidiais mostraram uma grande diferença entre as espécies analisadas. As espécies híbridas, modificadas para expressar altos níveis de THC mostram-se filogeneticamente próximas entre si com uma relação de bootstrap de 73, contrapondo o fato da utilização do DNA plastidial ser amplamente empregado nos estudos das relações filogenéticas, a cultivar desenvolvida para utilização do CBD, apresentou menor semelhança filogenética, bem como, outra variedade analisada que se apresentou filogeneticamente mais distante de todas as demais espécies. Além disso, a espécie utilizada da mesma família, não se mostrou filogeneticamente próxima de nenhuma das cultivares, o que evidencia alterações filogenéticas presentes no genoma plastidial. As alterações realizadas nas cultivares de C. sativa analisadas caracterizaram a modificação sofrida pelo genoma plastidial da espécie, induzida por transformações genéticas quando manipuladas para aumentar a expressão dos principais compostos da planta.

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Publicado

2020-02-28

Como Citar

ANÁLISE DE RELAÇÕES FILOGENÉTICAS ENTRE CULTIVARES DE CANNABIS SATIVA L. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/90671. Acesso em: 22 jun. 2026.