ESTUDO DA FOTOESTABILIDADE DOS EXTRATOS DE SALVIA OFFICINALIS L EM ACETONA E ACETATO DE ETILA

Autores

  • Débora Pertilli
  • Susete Francieli Ribeiro Machado
  • Stener Camargo de Oliveira
  • Daniele Patrícia Mathias
  • Zilda Baratto Vendrame

Palavras-chave:

efeito, antioxidante, compostos, fenólicos, plantas, medicinais, solventes

Resumo

No contexto atual é notório o avanço de pesquisas, tanto na área da química como da farmacologia, sobre plantas medicinais que tem proporcionado maiores informações sobre o uso e funções terapêuticas das mesmas. Muitas plantas apresentam na sua constituição química os compostos fenólicos que são antioxidantes potentes. Estes compostos impedem ou retardam o processo de oxidação. Os antioxidantes naturais podem ser extraídos de vegetais e plantas com o auxílio de solventes orgânicos. A salvia officinalis L, pertencente à família Lamiacea, nativa da região mediterrânea, é muito cultivada em hortas e jardins e utilizada como condimento em alimento pelas pessoas em nosso país. Vários estudos têm mostrado a sálvia como um dos antioxidantes mais potentes. O principal efeito antioxidante da sálvia está relacionado com a presença de ácido carnósico, carnosol e ácido rosmarínico. Neste trabalho investigou-se a estabilidade de extratos da salvia officinalis L em acetona e acetato de etila frente à radiação UV. Para a obtenção dos extratos utilizou-se as folhas da sálvia seca em estufa a 50º C até peso constante. Os extratos brutos de sálvia foram obtidos com 4,0 gramas de material triturado em 150 ml de solvente utilizando-se um extrator de Soxhlet por aproximadamente 8 horas para cada solvente independentemente. Os ensaios de fotodegradação foram feitos com os extratos diluídos a 5% no respectivo solvente extrator. Nas fotólises usou-se uma lâmpada fluorescente UV de 15 W, Philiphs em intervalos de tempo pré-determinados, sendo analisadas em tempo real, por espectrofotometria de fluorescência (RF-5301PC Shimadzu). Todos os ensaios foram feitos em triplicata, a 25 °C. A partir dos espectros de fluorescência (λexc= 300 nm) pode-se observar cinética diferenciada, com diferentes intensidades dos picos (λem= 610 nm e 670 nm), que depende do solvente usado na extração. Este fato deve-se principalmente a diferença de polaridade dos solventes utilizados. O tempo de degradação dos extratos da sálvia foi avaliado pela diminuição de intensidade (u.a.) dos picos na fluorescência. O extrato de sálvia em acetona apresentou um tempo de aproximadamente 4 horas de exposição, frente à radiação UV, para a intensidade dos picos atingirem valores próximos de zero. Para o extrato em acetato de etila, este tempo de exposição aumentou para aproximadamente 8 horas indicando uma maior estabilidade deste extrato. Pelos resultados obtidos é possível observar que o solvente extrator influencia não só na qualidade e quantidade das espécies químicas extraídas da salvia officinalis L como também na estabilidade do extrato.

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Publicado

2020-02-27

Como Citar

ESTUDO DA FOTOESTABILIDADE DOS EXTRATOS DE SALVIA OFFICINALIS L EM ACETONA E ACETATO DE ETILA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/90330. Acesso em: 19 jun. 2026.