ADSORÇÃO DE CORANTES UTILIZANDO O CARVÃO DEVOLATILIZADO DA GASEIFICAÇÃO COMO MATERIAL ADSORVENTE

  • Gabriella Lucena
  • Tereza Longaray Rodrigues
  • Ana Rosa Costa Muniz
Rótulo Adsorção, Corantes, Têxteis, Carvão, Incombusto, Adsorvente, Gaseificação

Resumo

A gaseificação é a forma mais limpa de uso do carvão mineral, consistindo na conversão termoquímica do carbono em syngas (Machry 2018). O LEC da Unipampa realiza essa reação em planta piloto de leito fluidizado borbulhante utilizando o carvão mineral da jazida de Candiota/RS, caracterizado pelo alto teor de cinzas, gerando um coproduto chamado cinza leve contendo 36% de carvão devolatilizado, promovendo perda energética e econômica ao processo. Na gaseificação, o carvão é submetido à alta pressão e temperatura, causando alterações estruturais, redução de tamanho, aumento da área superficial e modificação na morfologia inicial, tornando-o um potencial adsorvente. Adsorção é uma operação unitária que consiste no acoplamento de uma molécula em uma interface que proporciona a remoção de uma substância de uma mistura, possibilitando o uso em efluentes. ABIT (2016) aponta o Brasil como o 5° produtor mundial de têxtil, gerando considerável descarte de corantes. O trabalho tem como objetivo estudar o potencial de uso do carvão devolatilizado, proveniente das cinzas leves da gaseificação, como material adsorvente na remoção de corantes para tratamento de efluentes têxteis. Foram escolhidos corantes com alta demanda industrial, caracterizados por diversificados arranjos moleculares. O carvão devolatilizado foi separado das cinzas leves por peneiramento, sedimentação e seco por 24h em 105 °C. O ensaio de adsorção foi em modo batelada, adicionando 50 mL de corante a 0,5 g de carvão sendo levado para agitação em shaker a 150 rpm por 1 hora. Após, a solução foi analisada em espectrofotômetro UV-Vis nos comprimentos de onda de 590, 560, 610, 450 e 558 nm para os corantes violeta cristal, azul de metileno, índigo carmim, verde de bromocresol e fúcsina básica, respectivamente. Foi analisada a capacidade de adsorção do carvão devolatilizado resultando valores de 16,34; 16,00; 13,83; 5,84 e 1,66 mgcorante/gcarvão para violeta cristal, azul de metileno, fúscina básica, verde de bromocresol e índigo carmim, respectivamente. Essa variação pode ser pela diferença de arranjo molecular dos corantes, pela interação entre o tamanho do poro do adsorvente e da molécula adsorvida. Outro parâmetro a ser considerado é a interação eletrostática de íons do adsorvato e adsorvente, pois nota-se uma preferência por moléculas catiônicas, como visto para os corantes catiônicos que apresentaram maiores capacidades de adsorção. Portanto, o carvão devolatilizado pode ser considerado um adsorvente heterogêneo com sítios ativos predominantemente aniônicos. ABIT, Perfil do Setor. Disponível em: . Acesso em: 15 set. 2019. MACHRY, Karine; RIBEIRO, Priscila Baruffi; DE FREITAS, Vitoria Olave; MUNIZ, Ana Rosa Costa ; DA ROSA, Gabriela Silveira. Evaluation of the potential of coal fly ash produced by gasification as hexavalent chromium adsorbent. Disponível em: Acesso em: 15 ago. 2010

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Publicado
2020-02-14
Como Citar
LUCENA, G.; LONGARAY RODRIGUES, T.; ROSA COSTA MUNIZ, A. ADSORÇÃO DE CORANTES UTILIZANDO O CARVÃO DEVOLATILIZADO DA GASEIFICAÇÃO COMO MATERIAL ADSORVENTE. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 4, 14 fev. 2020.