PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE MOBILIZAÇÃO PRECOCE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Autores

  • Verônica Leiria
  • Juliana Martins Holstein
  • Laura Souto Melo
  • Antonio Adolfo Mattos De Castro

Palavras-chave:

Reabilitação, Fisioterapia, Cinesioterapia

Resumo

Numerosas condições clínicas sujeitam o paciente ao decúbito prolongado no leito, mas, independente de qual seja essa condição, sabe-se que o tempo imóvel no leito é diretamente proporcional às graves complicações que o paciente pode apresentar em diversos sistemas do seu organismo. A partir do conhecimento a respeito dos problemas encontrados rotineiramente nos setores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Pronto Socorro (PS), surge à necessidade de mudanças em relação à abordagem desse paciente. O objetivo deste estudo é padronizar, entre a equipe de assistência e de fisioterapia, a aplicação da mobilização precoce no paciente crítico internado nessas unidades do Hospital da Santa Casa de Caridade de Uruguaiana, RS. Para o manejo da fraqueza e do delirium adquiridos em unidades de cuidados intensivos, uma nova abordagem multiprofissional foi proposta, com base em um conjunto de ações realizadas em equipe, de forma reprodutível. Esse novo conjunto de práticas, conhecido como Bundle, é composto de cinco ações, formando a seqüência de aplicação segundo a normatização ABCDE. O público alvo passível de inclusão desse protocolo são todos os pacientes com indicação de internação hospitalar, ou que estejam alocados na observação do Pronto Socorro, desde que estejam hemodinamicamente estáveis. Observa-se na literatura científica que uma das principais complicações aos pacientes internados é a imobilidade no leito, reforçando assim a necessidade do fisioterapeuta interceder por meio da mobilização precoce. A realização de exercícios passivos, ativos e resistidos, mudança de decúbito e ortostatismo tornaram-se eficazes para a mobilização mioarticular e evitar a hospitalização prolongada, sendo indicada por vários autores como uma forma de reabilitação. Assim como descrito em literatura esperamos encontrar resultados positivos relacionado à aplicação do protocolo de mobilização precoce. Dentre eles, obter adequada adesão da equipe, por meio de aplicação de protocolo baseado em evidência. Também confirmaremos a segurança dos procedimentos, evitando efeitos adversos ao seu uso como dores musculares e desenvolvimento de lesões por pressão. Adicionalmente, esperamos reduzir a perda de massa muscular adquirida ao imobilismo, reduzir o risco de infecção e tempo de internação em UTI e PS. Conclui-se que a mobilização precoce no ambiente de Unidade de Terapia Intensiva e Pronto Socorro possuem vantagens ao paciente quanto à participação da equipe, segurança do procedimento, fortalecimento da musculatura existente e redução do risco infeccioso e do tempo de internação.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE MOBILIZAÇÃO PRECOCE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87211. Acesso em: 1 maio. 2026.