AVALIAÇÃO TOXICOLOGICA DE NANOPARTICULAS POLIMERICAS EM CEANORHABDITIS ELEGANS.

  • Danielle Souza
  • Felipe Carvalho
  • Daiana Avila
  • Danielle Araujo Agarrayua de Souza
  • Sandra Haas
Rótulo Polietilenoglicol, quitosana, nanoparticulas, polímeros

Resumo

Sistemas de liberação de fármacos têm sido alvos de intensas pesquisas nos últimos anos, sendo que o desenvolvimento de materiais poliméricos contribuiu para o progresso de diversas tecnologias. Estes sistemas permitem a absorção e liberação da substância ativa de maneira controlada, evitando aplicação de doses em concentrações muito elevadas. A utilização de nanopartículas poliméricas como veículo para disponibilização de fármacos surgiu como uma alternativa. Uma variedade de materiais poliméricos pode ser utilizada, desde que apresente características de biocompatibilidade e versatilidade estrutural. Apesar dos inúmeros benefícios, a segurança dos sistemas nanoparticulados é um aspecto a ser compreendido. Nesse contexto, surge a nanotoxicologia, com uma nova área que busca avaliar os efeitos de nanomateriais em organismos vivos. O Caenorhabditis elegans é um modelo alternativo muito útil para avaliar a toxicidade de drogas, surgindo como uma alternativa as metodologias envolvendo mamíferos. Estudos recentes aplicam este modelo para a avaliação toxicológica de sistemas nanotecnológicos. O objetivo desse estudo é desenvolver e avaliar as características toxicológicas de nanopartículas encapsuladas com diferentes polímeros, polietilenoglicol (PEG) e a quitosana (CH), utilizando o modelo C. elegans. Os vermes foram obtidos por um processo de sincronização e após 14 horas, no primeiro estágio larval (L1), tratados com diferentes concentrações (0,015 mg/mL, 0,225 mg/mL e 0,45 mg/mL) de nanopartículas com polímero de PEG e o polímero de CH, por 30 minutos, em meio líquido (exposição aguda). Logo após, estes tratamentos foram transferidos para placas de Petri contendo NGM e E. coli OP50 por 48 h. Após, os vermes foram analisados. Para os ensaios de sobrevivência, os animais vivos foram contados e comparados com o grupo controle. A reprodução foi avaliada através do tamanho da ninhada e para determinação do tamanho dos animais, fotos foram tiradas dos diferentes grupos com o auxílio de um microscópio com câmera acoplada. Os dados foram expressos como média ± erro padrão, e analisados estatisticamente através de ANOVA de uma via e post-hoc de Tukey. Pode-se observar que as nanopartículas encapsuladas com PEG não causaram alteração significativa na taxa de sobrevivência dos vermes tratados em relação ao controle, bem como não causaram redução no tamanho de ninhada e no tamanho dos vermes. Por outro lado, após exposição às nanopartículas com CH houve diminuição de mais de 50 % na sobrevivência dos vermes nas maiores concentrações testadas, redução no tamanho de ninhada e alterações significativas no tamanho dos vermes em todas as concentrações testadas. Este trabalho demonstra, por meio de um modelo alternativo, as diferenças toxicológicas entre as nanopartículas poliméricas desenvolvidas e um potencial para as nanopartículas encapsuladas com PEG na aplicação de novas formulações para futuros sistemas destinados a vetorização e direcionamento de fármacos.

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Publicado
2020-02-14
Como Citar
SOUZA, D.; CARVALHO, F.; AVILA, D.; ARAUJO AGARRAYUA DE SOUZA, D.; HAAS, S. AVALIAÇÃO TOXICOLOGICA DE NANOPARTICULAS POLIMERICAS EM CEANORHABDITIS ELEGANS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 4, 14 fev. 2020.