AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA DE PACIENTES DA CLÍNICA RENAL MUNICIPAL DE URUGUAIANA-RS

Autores

  • Luciana Alves
  • Suzamar Gomes Cardinal
  • Shana Hastenpflug Wottrich
  • Anelise Dumke
  • Patricia Medeiros Schmidt

Palavras-chave:

INSUFICIÊNCIA, RENAL, CRÔNICA, HEMODIÁLISE, FORÇA, MUSCULAR, PERIFÉRICA

Resumo

A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma importante doença devido ao acentuado aumento da prevalência no Brasil. Esse cenário é favorecido pela transição demográfica, que demonstra o envelhecimento da população, o que reflete em acréscimo de risco para esta patologia. A doença tem caráter limitante, tanto pela sua fisiopatologia, como pela própria terapia renal substitutiva, que embora aumente a sobrevida do paciente, incorre em restrições funcionais, mudança de estilo de vida e diminuição na prática de exercícios físicos. Consoante à literatura, a pessoa em hemodiálise (HD) tende a perder massa magra, força e a ter comportamento sedentário. Neste sentido, torna-se importante a avaliação de força muscular nesta população, e a medida da força de preensão palmar (PP) pode ser utilizada como um indicador da força corporal total. Com o objetivo de verificar a força muscular periférica, foi realizado o teste de PP em 20 pacientes que dialisam na Clínica Renal de Uruguaiana. Para tanto, 24 horas após a diálise, o membro superior sem a fístula do sujeito era posicionado com cotovelo fletido 90º e punho em posição neutra segurando com a mão um dinamômetro, e então era estimulado verbalmente para que empregasse força máxima em torno da alça do equipamento. Foram avaliados 15 homens e 5 mulheres que realizam hemodiálise há 2,2 + 1,9 anos. Os valores encontrados para a força de PP dos homens avaliados foram de 77% do previsto (PP: 31,6 + 13,6; Previsto: 42,5 + 13,4 kgF; p<0,005), enquanto que das mulheres foi de 46,3% do previsto (PP: 19,9 + 4,8; Previsto: 43,5 + 5,6 kgF; p<0,005). Os resultados obtidos corroboram com a literatura, pois pacientes em HD apresentam comprometimento na estrutura e na função muscular podendo manifestar miopatia, hipotrofismo e fraqueza muscular proximal devido à síndrome urêmica. A perda de musculatura periférica em mulheres foi maior, devido a diferenças constitucionais da musculatura e hormonais, estando mais suscetíveis aos efeitos deletérios da doença e da terapia substitutiva, e maior tendência de redução de atividades físicas e laborais. Sendo assim, as alterações da musculatura periférica são expressivas em pessoas com IRC, tornando-se importante a orientação quanto a realização de atividades físicas e exercício supervisionado nesta população, visando a manutenção e melhora da força muscular.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA DE PACIENTES DA CLÍNICA RENAL MUNICIPAL DE URUGUAIANA-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87193. Acesso em: 1 maio. 2026.