EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO POPULAR: EMPODERAMENTO DAS MULHERES DO ASSENTAMENTO CRISTO REDENTOR
Palavras-chave:
Produção, local, Comunicação, popular, Empoderamento, femininoResumo
Nosso objetivo é analisar como as ações do Projeto Educomunicação Popular: protagonismo feminino agroecologia, marketing e alternativas contra a violência de gênero no campo contribuem para a emancipação política e econômica das mulheres do assentamento Cristo Redentor, em São Borja/RS. Apresentaremos as ações desenvolvidas até o presente momento e os resultados alcançados. O referencial bibliográfico tem como base a educação e a comunicação crítica, a saber: Paulo Freire, Helena Hirata, Ismar Soares, Simone de Beauvoir e Mário Kaplún. Trata-se de uma revisão bibliográfica que utiliza o método dialógico crítico para análise e interpretação da realidade. Utilizaremos a metodologia freireana, a partir da dialética: ação, reflexão, ação, norteando o processo de diálogo com a comunidade. A violência no campo, em particular nos assentamentos é presente na falta de apoio aos arranjos produtivos das mulheres. Mesmo com terra, há falta de apoio técnico e logístico para que estas, possam produzir alimentos e produtos coloniais. A proposta extensionista se empenha na criação de alternativas de geração de renda e valorização da produção local. A relevância do projeto de extensão está relacionada à compreensão de que as mulheres geralmente são as mais penalizadas em momentos de crise econômica. No caso das assentadas, há o caráter ainda patriarcal e machista dos assentamentos, onde as mulheres ainda são sobrecarregadas com atividades da casa e do campo. De acordo com Hirata (2005, p.144) As mulheres podem ser mais facilmente cobaias de experimentações sociais porque são menos protegidas, tanto pela legislação do trabalho quanto pelas organizações sindicais, e são mais vulneráveis [...]. Diante disso, para compreender a realidade das mulheres do campo, é preciso imergir-se na subjetividade de uma sociedade patriarcal que cultua o silenciamento, opressão e invisibilização feminina. Ou seja, conforme Beauvoir, (1980, p.363) as mulheres [...] estão integradas na coletividade governada pelos homens e na qual ocupam um lugar de subordinadas. No caso das mulheres assentadas, a cultura do silenciamento tem impactos objetivos em suas vidas, como por exemplo, a falta do poder de decisão, ausência de autonomia, tripla jornada de trabalho e o tradicionalismo existente no campo.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO POPULAR: EMPODERAMENTO DAS MULHERES DO ASSENTAMENTO CRISTO REDENTOR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87040. Acesso em: 1 maio. 2026.