AVALIAÇÃO DE HEMOCULTURAS POSITIVAS PROVENIENTES DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Autores

  • Vitória Foletto
  • Marissa Bolson Serafin
  • Angelita Bottega
  • Taciéli Fagundes da Rosa
  • Catrine de Souza Machado
  • Rosmari Hörner

Palavras-chave:

Bacteremia, hemocultura, microrganismo, infecção, hospitalar

Resumo

A bacteremia, presença de microrganismos na corrente sanguínea, possui importante diagnóstico laboratorial, pois as complicações de processos infecciosos podem acarretar em altas taxas de mortalidade e morbidade hospitalar. Visto isso, a hemocultura torna-se um significativo indicador do agente etiológico das infecções, aumentando a certeza na conduta terapêutica. Avaliou-se retrospectivamente o perfil das hemoculturas positivas provenientes de pacientes atendidos em um hospital universitário do Sul do Brasil entre os meses de setembro de 2017 e janeiro de 2018. Avaliaram-se os laudos das hemoculturas obtidas em 16 setores do hospital, determinando-se os microrganismos prevalentes, tipo de coleta mais frequente e quais setores apresentaram maior número de hemoculturas. Também foi estabelecido o gênero e faixa etária em que houve maior quantidade de positividade das hemoculturas coletadas. Das 271 hemoculturas, os microrganismos Gram negativos mais prevalentes foram Escherichia coli (29/10,71%) e Klebsiella pneumoniae (14/5,17%), já os Gram positivos foram Staphylococcus epidermidis (81/29,89), S. aureus (35/12,92%), S. hominis (27/9,97%) e S. haemolyticus (23/9,7%). Quanto ao sítio mais frequentemente coletado, 183 (67,53%) coletas foram de sangue periférico e 88 (32,47%) de sangue de cateter. Dentre os setores hospitalares, o pronto atendimento adulto apresentou maior quantidade de hemoculturas (57/271 - 21,03%), seguido pela unidade de terapia intensiva (UTI) e UTI de recém nascidos (RN), ambos com 33 hemoculturas (12,17%), unidade de cuidados intensivos e semi-intensivos adulto (30/271 - 11,07%), serviço de internação unidade de clínica médica (22/271 - 8,12%), centro de tratamento da criança com câncer (16/271 - 5,9%), UTI pediátrica e unidade de atenção à saúde da criança e adolescente, ambos com 14 hemoculturas (5,17%), serviço de internação unidade de cirurgia geral (12/271 - 4,43%), nefrologia (11/271 - 4,06%), centro de transplante de medula óssea (8/271 - 2,96%), centro obstétrico (7/271 - 2,59%), bloco cirúrgico (6/271 - 2,21%), pronto atendimento pediátrico (5/271 - 1,85%), serviço de atendimento domiciliar (2/271 - 0,74%) e ambulatório (1/271 - 0,37%). Das 271 hemoculturas positivas, 164 (60,51%) eram oriundas do gênero masculino e 107 (39,49%) do feminino. Com relação à faixa etária, os adultos apresentaram maior prevalência (93/34,32%), seguido dos idosos (87/32,10%), crianças e adolescentes (58/21,40%) e RN (33/12,18%). Conforme os resultados obtidos, percebe-se a importância de avaliar o perfil das hemoculturas positivas em um hospital, elevando assim o conhecimento e as informações dos profissionais a respeito da prevalência das bacteremias, aumentando a certeza no diagnóstico terapêutico, reduzindo-se a taxa de mortalidade e morbidade hospitalar.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

AVALIAÇÃO DE HEMOCULTURAS POSITIVAS PROVENIENTES DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86997. Acesso em: 1 maio. 2026.