AVALIAÇÃO DA FORÇA E FLEXIBILIDADE DE HOMENS JOVENS DURANTE TREINAMENTO FÍSICO MILITAR OBRIGATÓRIO
Palavras-chave:
força, adultos, jovens, prevenção, controleResumo
No Brasil o serviço militar obrigatório é regulamentado por lei para jovens a partir dos 18 anos, com isso cerca de 70 mil jovens ingressam nas forças armadas anualmente, realizando durante o período militar obrigatório o treinamento físico militar (TFM). O mesmo envolve a prática regular de exercícios físicos com o objetivo de melhora da aptidão cardiovascular e saúde em geral. Ocorre que muitos destes jovens não têm um preparo físico adequado antes de iniciar o TFM, sofrendo assim um aumento da demanda de exercícios sem suporte físico adequado, gerando estresse no sistema musculo-esquelético, o que resulta em lesões e acarretando gastos tanto para a instituição como inaptidão deste indivíduo para o trabalho. Com isso o objetivo deste estudo é acompanhar a evolução da flexibilidade de membros inferiores, e força do complexo póstero lateral do quadril e extensores de joelho ao longo do primeiro ano de atividades em grupo de efetivos variáveis do exército. Para isso foram avaliados 51 homens (18,2±0,4 anos; 71,9±11,45 Kg; 1,71±0,64 m) em dois momentos do TFM: antes do início do treinamento e após 16 semanas do mesmo. Foram avaliados força do complexo póstero lateral do quadril e extensores de joelho e a flexibilidade de isquiotibiais e coluna com o teste de alcance no Banco de Wells. Os dados da primeira e segunda coleta foram comparados pelo teste t pareado, utilizando o software SPSS (versão 21.0). Nos resultados foi observada a melhora significativa da força tanto em membro inferior dominante como em não dominante em ambos os movimentos, porém o mesmo não aconteceu em relação a flexibilidade de coluna e isquiotibiais que se manteve praticamente inalterada. Isso pode ser atribuído principalmente ao tipo de trabalho preconizado pelo Manual do TFM que enfatiza o desempenho de agilidade, potência muscular e resistência cardiovascular, sem ênfase para a flexibilidade articular, evidenciada pela da inexistência de exercícios específicos no Manual de treinamento. Com isso pode-se concluir que após 16 semanas de treinamento não houve diferença significativa de flexibilidade de coluna e isquiotibiais, entretanto houve melhora na força de extensores de joelho e rotadores externos de quadril tanto em membro inferior dominante como em não dominante.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO DA FORÇA E FLEXIBILIDADE DE HOMENS JOVENS DURANTE TREINAMENTO FÍSICO MILITAR OBRIGATÓRIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86994. Acesso em: 13 maio. 2026.