A DESCONSTRUÇÃO VISTA ATRAVÉS DA ANIMALIZAÇÃO OU HUMANIZAÇÃO DOS SERES.

Autores

  • Francilene Goncalves
  • Francilene Cezar Goncalves
  • Marcela Wanglon Richter

Palavras-chave:

Antropomorfização, desconstrução, zoomorfização

Resumo

O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma leitura da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Nesta pesquisa, abordemos alguns aspectos do romance tendo como base as teorias de Jonathan Culler, em Teoria Literária, de Terry Eagleton, em A Teoria da Literatura: uma introdução e de Ferdinand de Saussure, no Curso de Linguística Geral. Ao realizar a leitura das teorias referidas comparou-se a obra de Vidas Secas quanto à desconstrução ou construção evidenciada no processo de animalização (zoomorfização) ou o processo de humanização (antropomorfização). No processo de zoomorfização, os personagens humanos apresentam comportamentos que se assemelham a animais. Em contrapartida, no processo de antropomorfização, os animais são tratados como humanos. No romance em que apresenta a história de uma família de retirantes nordestinos com dificuldades resultantes da seca e suas consequências como fome e miséria, Graciliano questiona os valores e o comportamento humano diante de uma situação de extrema brutalidade. A desumanização da família de Fabiano resulta da aridez de conviver em uma terra que não oferece um futuro promissor, assim observa-se o processo de animalização desses seres que migram de um lugar para outro, em busca de algo melhor. Dentro do romance, o processo de antropomorfização de Baleia é intenso, pois a mesma é colocada como se fosse parte do núcleo familiar, deixando assim os leitores confusos sem saber quando são animais ou seres humanos. Esses traços são usados para caracterizar o regionalismo presente na obra.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

A DESCONSTRUÇÃO VISTA ATRAVÉS DA ANIMALIZAÇÃO OU HUMANIZAÇÃO DOS SERES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86810. Acesso em: 31 out. 2026.