TRATAMENTO DE DADOS: POR QUE REALIZAR MAIS DE UMA MEDIDA

Autores

  • Charles Maya
  • John Welvins Barros de Araujo
  • Daniel Fonseca Corradini Ferrando
  • Edson Massayuki Kakuno

Palavras-chave:

Estatística, Coleta, dados

Resumo

No quotidiano é comum depararmos com situações que envolvem medição de uma grandeza qualquer, por exemplo, a velocidade de um automóvel, a quantidade de massa de um pacote de açúcar, a área de uma sala, etc. O impulso tecnológico está intimamente ligado a capacidade de medição, i.e. a medida que conseguimos fazer medições com maior precisão e acurácia, os processos industriais ficam mais sofisticados e mais confiáveis. Uma forma de melhorar a qualidade de uma medida é fazendo uso da estatística nas medições. Lembrando que acurácia refere-se ao quanto próximo estamos do valor real de uma grandeza, precisão refere-se ao quanto um conjunto de medidas se dispersa e sensibilidade é a relação entre duas grandezas físicas e resolução é a menor variação que um sistema pode retornar como leitura. Uma medida em si é composta pelo valor observado acrescido por erros que são de duas naturezas: os erros sistemáticos, o qual em princípio tem controle e os erros aleatórios em que não temos controle. Apesar deste tema ser abordado nas primeiras aulas de laboratório da área de exatas, o procedimento estatístico raramente é considerado ao longo dos experimentos realizados ao longo da formação acadêmica do discente, a exceção do experimento que discute esta temática em específico. A forma que o experimento é conduzido pode levar a ocorrência de erros sistemático. Por exemplo, os dados de uma medida de comprimento (usando uma régua) podem estar deslocados de uma quantidade fixa, caso se utilize a borda da régua como referência de zero e não o zero da escala. Os erros aleatórios não são passíveis de previsão e pode ser tratado a partir do uso da estatística, uma vez que sua natureza é aleatória e pode desviar do valor real de uma quantidade positiva ou negativa de forma idêntica, i.e. para um número infinito de medidas, o desvio total positivo vai ser igual ao desvio total negativo e se realizarmos um somatório dos desvios, devemos obter desvio zero para um número infinito de medidas. O erro total (et) de uma medida é composta pelo erro sistemático (es) acrescido do erro aleatório (ea), como estes dois erros não são correlacionados, realizamos uma soma em quadratura para obter o erro total, (et)^2 = (es)^2 + (ea)^2. Neste trabalho vamos abordar somente a questão dos erros aleatórios, que podem ser provados por: interferências externas aleatórias como os raios cósmicos, a temperatura ambiente, decaimento atômico e outros.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

TRATAMENTO DE DADOS: POR QUE REALIZAR MAIS DE UMA MEDIDA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86740. Acesso em: 31 out. 2026.