SÍNDROME DO CÃO NADADOR EM UM CANINO

Autores

  • Luane Rodrigues
  • Luane Rodrigues de Oliveira
  • Alisson Silva dos Santos
  • Amanda Belardony Gomes
  • Cristiane Severo Ramos Rodrigues
  • João Pedro Scussel Feranti

Palavras-chave:

Hipoplasia, miofibrilar, deambulação, bandagem

Resumo

SÍNDROME DO CÃO NADADOR EM UM CANINO A síndrome do cão nadador (SCN) ou síndrome do filhote tartaruga, são sinônimos para hipoplasia miofibrilar, um transtorno no desenvolvimento motor dos cães e gatos que se manifesta entre a segunda e a terceira semana de vida, período que o cão passa a apresentar maior movimentação. Os membros torácicos e/ou pélvicos podem ser acometidos. Se os membros pélvicos forem os afetados, o animal apresenta movimentos rastejantes e o seu deslocamento assemelha-se a uma foca nadando. Sua etiologia é desconhecida, porém tem sido atribuída a fatores genéticos, além de fatores ambientais. Não existe tratamento específico, nem protocolo definido para esta síndrome. O objetivo do presente relato é descrever o manejo clínico para o tratamento de um canino com a SCN. Foi atendido um canino macho, Labrador, de aproximadamente dois meses de idade e 4,8kg de massa corpórea, com histórico de dificuldade de deambulação. Após avaliação clínica, notou-se hiperextensão de ambas articulações do joelho e tíbio-társica, porém sem evidências de alterações ósseas. O canino foi encaminhado para avaliação radiográfica dos membros pélvicos e tórax, para pesquisa de anormalidades, porém, em ambos estudos, não foram visualizadas evidências de tais alterações. Devido aos achados, suspeitou-se de síndrome do cão nadador, optando-se pelo tratamento conservador. Realizou-se bandagem feita de atadura e esparadrapo em forma de algema, na articulação do joelho e outra na tíbio-társica, objetivando manter os membros pélvicos em posição anatômica. Cuidados foram repassados ao tutor, principalmente quanto à manutenção das bandagens por um período de quatro semanas, evitar pisos lisos, facilitando o apoio, bem como o controle do peso. Após três semanas, o paciente já havia melhora satisfatória na deambulação, optando-se pela remoção da bandagem e observação quanto ao progresso na deambulação. Em cinco semanas o paciente retornou para avaliação, estando com deambulação normal. O diagnóstico dessa anormalidade foi baseado na anamnese, exame físico e exame radiográfico, conforme cita a literatura. A fisioterapia se mostra benéfica ao aumentar o tônus e força muscular e promover uma melhor irrigação dos tecidos, associado às ataduras que mantém os membros na posição anatômica, tornando-se ambas o tratamento de eleição e demonstrando resultados satisfatórios em relação à SCN. O prognóstico dessa síndrome está ligado ao diagnóstico precoce, acompanhamento periódico, cuidados com a alimentação e a realização de exercícios monitorados. Conclui-se com o presente relato, que o manejo clínico realizado no presente caso foi efetivo para a recuperação do paciente.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

SÍNDROME DO CÃO NADADOR EM UM CANINO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86668. Acesso em: 30 out. 2026.