ENDOCARDIOSE E CARDIOMIOPATIA DILATADA EM CÃO

Autores

  • Sabrina Benett
  • Scarlette Bardim Arebalo
  • Graciéle Couto dos Santos
  • Dandara do Amaral Roberto
  • Sílvia Lopes da Costa
  • Eduardo Garcia Fontoura

Palavras-chave:

Canídeo, Cardiopatia, Coração

Resumo

A endocardiose é a afecção cardiovascular mais recorrente em caninos, é caracterizada pelo espessamento da valva mitral, que trará como consequência a insuficiência cardíaca. Já a cardiomiopatia dilatada que é menos frequente, recebe destaque por causar redução progressiva da contratilidade miocárdica. Tal enfermidade ocorre principalmente em machos de grande porte e em animais de 4 a 10 anos de idade. O prognóstico dessas afecções varia de acordo com o estágio em que se é realizado o diagnóstico e intervenções, podendo ser de reservado a ruim. Desta forma, o objetivo deste trabalho é descrever o relato de caso de um canino com doença degenerativa da valva mitral e cardiomiopatia dilatada, dando evidência no tratamento administrado. Durante a rotina clinica do Hospital Veterinário da Universidade da Região da Campanha foi atendido um cão da raça Autralian Cattledog, macho e com oito meses de idade. A tutora procurou auxílio veterinário devido o paciente apresentar dificuldades para respirar e secreção nasal. No exame clínico, foi constatado na auscultação pulmonar estertores creptantes. Com diagnóstico presuntivo de pneumonia, foi instaurada terapêutica a base de Amoxilina com Clavulanato de Potássio 20mg/kg/VO/BID. Não havendo remissão dos sinais clínicos, o paciente retornou para nova avaliação e procederam exames radiológicos do tórax na posição ventro-dorsal e latero-lateral, onde observou-se cardiomegalia. Foi recomendado um exame ecocardiográfico, por opção da tutora não foi realizado. Com base nos achados clínicos e exame de imagem a suspeita foi de IC. A médica veterinária responsável optou por terapia a base de Furosemida 2mg/kg/VO/BID e Enalapril 0,25mg/kg/VO/SID. O paciente demonstrou melhora, porém os sintomas persistiram após o período de dez meses. Por fim, foi realizada a ecografia, onde os resultados demonstraram disfunção sistólica de grau moderado, disfunção diastólica de grau três, insuficiência mitral, alteração sistólica e diastólica do ventrículo esquerdo e distância septal severamente aumentada. O diagnóstico foi endocardiose e cardiomiopatia dilatada. Além da terapêutica instaurada anteriormente, acrescentou-se Pimobendam 0,25mg/kg/VO/SID e ração específica para cardiopatas. Mesmo após o tratamento instaurado, com o período de um ano e quatro meses, o paciente continua a retornar para atendimento com sinais clínicos de ICC, evidenciando principalmente ascite. Concluímos que o correto diagnóstico é essencial para o tratamento adequado, mesmo podendo não haver cura do paciente cardiopata, a doença ainda é caracterizada por ser crônica de cunho progressivo, onde o uso de fármacos ad eternum é indicado, sendo essencial acompanhamento por parte do médico veterinário.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

ENDOCARDIOSE E CARDIOMIOPATIA DILATADA EM CÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86663. Acesso em: 3 nov. 2026.