ADENOCARCINOMA INTESTINAL EM UM FELINO

Autores

  • Dandara Roberto
  • Scarlette Bardim Arebalo
  • Alisson Silva dos Santos
  • Thalía Crestani Carvalho
  • João Pedro Scussel Feranti

Palavras-chave:

Neoplasia, Ressecção, Anastomose

Resumo

As principais causas de morte em felinos são traumas por atropelamentos, nefropatias, enfermidades não específicas e neoplasias. O aumento na expectativa de vida dos gatos, além de fatores extrínsecos, genético e hormonais contribui para o surgimento de neoplasias. O adenocarcinoma é o segundo tipo de neoplasia do trato gastrointestinal mais comum na medicina felina. O adenocarcinoma é numa neoplasia maligna, originária do tecido glandular, caracterizando-se como um tumor altamente invasivo, de complicada remoção cirúrgica e que facilmente podem levar a metástase. Os sinais clínicos são anorexia, perda de peso corporal progressiva, tenesmo, diarreia sanguinolenta, vômito, desidratação e anemia que podem vir acompanhados de distensão abdominal, com presença de massa abdominal palpável. O diagnóstico definitivo do adenocarcinoma é dado por exame histopatológico e o tratamento é cirúrgico. O presente trabalho objetiva relatar um caso ressecção e anastomose intestinal devido a um adenocarcinoma em colón descendente em um felino. Foi atendido um felino fêmea, Persa, com nove anos e 3,6kg, com queixa de hiporexia e tenesmo há uma semana, além de melena há um dia. O exame clínico constatou aumento de volume em região pélvica. Exames complementares não demonstraram alterações, exceto a ultrassonografia abdominal, que diagnosticou tumoração possivelmente originada em cólon descendente, além de diminuição de lúmen intestinal. Diante da suspeita de neoplasia intestinal, o animal foi encaminhado à cirurgia. Após celiotomia pré-púbica, realizou-se a exposição e ressecção da massa tumoral com posterior anastomose intestinal. No pós-operatório o paciente foi mantido sob observação até sua completa recuperação, recebendo medicação e seguindo recomendações quanto à dieta, recebendo alta em 10 dias, sem maiores complicações. Os sinais clínicos demonstrados, bem como os exames realizados pelo médico veterinário e o resultado do histopatológico foram fundamentais para o diagnóstico de adenocarcinoma. A técnica cirúrgica utilizada e a melhora do paciente corroboram com os dados bibliográficos consultados. Conclui-se que a ressecção e anastomose intestinal foi efetiva para a extirpação de um adenocarcinoma intestinal, associada a melhora na qualidade de vida do paciente.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

ADENOCARCINOMA INTESTINAL EM UM FELINO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86654. Acesso em: 28 out. 2026.