PICHAÇÃO COMO CONTRACULTURA: UMA ANALOGIA COM A ARTE RUPESTRE, DESMISTIFICANDO A IDENTIDADE ATRIBUÍDA
Palavras-chave:
Pichação, Contracultura, ResistênciaResumo
Neste resumo aborda-se a Pichação como uma contracultura e uma forma de manifestação do ser humano, onde o mesmo, expressa o seu próprio cotidiano. O objetivo é compreender como essa arte de rua pode ser oriunda de uma expressão humana que, teve seu início nos primórdios quando a arte expressava atividades cotidianas como a caça. Hoje a pichação expressa a realidade desigual, o racismo, a violência estrutural, a homofobia, o machismo e diversos outros preconceitos e discriminações. Sendo assim a Pichação é uma atividade com grandes influências nos meios urbanos, pois ela deixa nítida a revolta popular daqueles que vivem seu dia a dia em constantes negligências estatais. A metodologia trata-se de revisões bibliografias que apontam temáticas que subsidiam o estudo apresentado. As bibliografias utilizadas tratam da pichação, da arte e da estética fundamentando as discussões sobre a pichação como uma expressão artística de contracultura que evidencia resistência das classes populares. A temática proposta se evidencia por um contexto sócio histórico, sendo uma forma de resistência, que manifesta a questão social presente no Modo De Produção Capitalista, neste sistema a riqueza socialmente produzida é monopolizada pela classe dominante, porém, quem a produz é a trabalhadora. Este monopólio resulta em diversas desigualdades sociais, tais como a pobreza extrema, a fome, a violência estrutural. Assim como diversos preconceitos, a exemplificar, homofobia, xenofobia, racismo e o feminicídio nas periferias e comunidades carentes, questões essas que são institucionais no contexto brasileiro. Sendo assim, o tema expressa a identidade marginalizada das classes populares, pois é uma atividade remanescente da juventude periférica e que tem um valor semântico para os mesmos. Em suma, a importância do estudo é para que se possa desmitificar a identidade atribuída à pichação, a qual possui um caráter preconceituoso, mas que acima de tudo, representa a estética de uma classe social, que através de intervenções artísticas presentes nos grandes edifícios e muros das cidades, demonstram as lutas e resistências para ocuparem espaços nessa sociedade desigual. Podendo então ganhar visibilidade para que essa contracultura tenha uma visão positiva e de criticidade radical, não sendo uma destruição de patrimônio, mas uma ressignificação intelectual das pessoas que vivem à margem da sociedade.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PICHAÇÃO COMO CONTRACULTURA: UMA ANALOGIA COM A ARTE RUPESTRE, DESMISTIFICANDO A IDENTIDADE ATRIBUÍDA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86522. Acesso em: 1 nov. 2026.