(DES)CONSTRUINDO (IM)POSSIBILIDADES: TRABALHO COLABORATIVO ENTRE EDUCAÇÃO ESPECIALIZADA E EDUCAÇÃO COMUM INCLUSIVA.
Palavras-chave:
Trabalho, colaborativo, inclusão, autismoResumo
Esta pesquisa tem como temática o trabalho colaborativo realizado entre as salas de Atendimento Educacional Especializado (A.E.E) e sala comum inclusiva, com o objetivo geral de investigar se/como acontece o trabalho colaborativo entre os professores das salas de A.E.E e sala comum inclusiva. com vistas à inclusão de um aluno com autismo, em uma Escola Municipal de Ensino Fundamental em Bagé (RS). Em termos metodológico, este trabalho apresenta abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, discutindo a temática a partir de breve histórico das legislações que tratam da inclusão e implementação das salas de A.E.E, iniciando pela Declaração de Salamanca (1994), Lei 9.394/96, que trata das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Diretrizes da Educação Especial na Educação Básica Resolução n° 02/2001 (2001), Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (2008), marco na defesa dos direitos dos alunos com deficiência e necessidades educacionais especiais no Brasil, até o Decreto 7.611/2011, que regulamenta quais são as funções e os objetivos do A.E.E, sendo um deles o trabalho colaborativo com a sala comum inclusiva. As reflexões do estudo são fundamentadas nos estudos de Baptista (2015), Bueno (1999), Carvalho e Mendes (2003), Vilaronga e Zerbato (2014), autores que nos trazem contribuições acerca do trabalho colaborativo. Como instrumentos de coleta de dados, foram desenvolvidas observações na sala de A.E.E. - para acompanhar os momentos de planejamento - e na sala de aula, para observar o trabalho entre as professoras comum e especialista. Após a observação, fizemos entrevistas, previamente estruturadas, conseguindo verificar se/como acontece o trabalho colaborativo na inclusão do aluno autista.O sujeito do estudo de caso foi um aluno autista de 4 anos, e o trabalho desenvolvido pela professora da sala comum inclusiva e pela professora do A.E.E, para incluí-lo. Verificamos o empenho por parte das professoras para que o trabalho colaborativo aconteça, apesar da falta de tempo para planejamento em grupo e espaço físico adequado. A vivência observada nos permite concluir que, apesar das políticas públicas ainda terem um longo caminho a percorrer para que ocorra equidade, em contextos como esse onde as dificuldades são possibilidades, verificamos que o trabalho colaborativo é possível quando os professores estiverem dispostos à construção de um espaço educacional aberto ao diálogo e ao planejamento participativo.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
(DES)CONSTRUINDO (IM)POSSIBILIDADES: TRABALHO COLABORATIVO ENTRE EDUCAÇÃO ESPECIALIZADA E EDUCAÇÃO COMUM INCLUSIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86509. Acesso em: 29 out. 2026.