CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TERRITÓRIOS DE EXISTÊNCIA - RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Currículo, Educação, Infantil, Política, curricularResumo
Atualmente, com a ampliação de pesquisas e debates acerca do campo curricular na Educação Infantil, muito se tem falado sobre experiências na escola que devem ser significativas, tanto para educadores quanto para as crianças, mas pouco se reflete sobre o que é esse currículo, como ele se constitui, pelo que ele é permeado e sobre debates e conquistas no campo da educação para as infâncias. A partir de nossas inquietações, provocadas especialmente pelas leituras de Carvalho e Fochi (2016), Fortunati (2016), Larrosa (2017) e Silva (2010), nos situamos não só enquanto pesquisadoras dessa temática, mas também como sujeitos que estão inseridos no cotidiano da escola de Educação Infantil. Assim, constituímos esta escrita, que se configura no relato de uma experiência que realizamos durante a componente Currículo e Interdisciplinaridade, no curso de Mestrado Acadêmico em Ensino, da Unipampa, no campus Bagé. Seu objetivo foi analisar a política curricular atual para a Educação Infantil de forma teórico-prática, sendo para tanto, escolhida a metodologia ativa de workshop. Por compreender que a organização dos espaços-tempos não é algo dado, mas reflete as intenções e concepções de quem os planeja, buscamos organizar o workshop com duas ambientações propositais: de um lado, um ambiente centrado no controle, na privação, no governamento e no regramento dos acontecimentos daquele lugar e de outro lado, um ambiente provocador que fazia um convite à investigação, à interação, às invencionices, às criações livres e efêmeras; além das explorações realizamos debates a partir de um recorte dos documentos norteadores do currículo da Educação Infantil e reflexões utilizando como recurso análise de charges-críticas. Como resultado, esta metodologia possibilitou a (re)construção de conhecimentos através do diálogo, da reflexão-ação e da exploração ativa, dando centralidade aos sujeitos nesse processo. Claramente o primeiro arranjo espacial dificultou as interações, legitimando a intenção de que os participantes estivessem sentados, escrevendo, pintando ou mesmo brincando em sua mesa, com seu material individual, sendo revelador de uma concepção pedagógica adultocêntrica. Em contrapartida, no segundo arranjo espacial, marcado pela autonomia e pela intencionalidade em facilitar encontros muitas foram as interações, explorações, brincadeiras, enfim, uma multiplicidade de usos e relações. Concluímos que essa experiência possibilitou abrir um espaço para se discutir as infâncias e suas multiplicidades a partir da política curricular nacional para a Educação Infantil, enquanto possibilidades de uma escola pensada para sujeitos como um espaço de viver e vivenciar e não apenas como mais lugar para acolher crianças.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TERRITÓRIOS DE EXISTÊNCIA - RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86508. Acesso em: 29 out. 2026.