ANÁLISE DO PERFIL DE HEMOCULTURAS POSITIVAS DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO
Palavras-chave:
Bacteremia, Hemocultura, Microrganismo, Infecção, hospitalarResumo
A bacteremia, presença de microrganismos na corrente sanguínea, possui significativa importância diagnóstica, visto que as taxas de mortalidade e morbidade são frequentemente causadas por complicações de processos infecciosos. Em razão disso, vê-se a hemocultura como importante indicador do agente etiológico das infecções, contribuindo para a conduta terapêutica. Analisou-se retrospectivamente o perfil das hemoculturas de pacientes atendidos em um hospital universitário terciário do Sul do Brasil entre os meses de setembro de 2017 e janeiro de 2018. Avaliaram-se os laudos das hemoculturas coletadas em setores do hospital, determinando-se os principais microrganismos isolados, o tempo de positividade médio (TPM) e o perfil de suscetibilidade aos agentes antimicrobianos. Dos 271 microrganismos isolados, 89 (32,84%) foram identificados como bactérias Gram negativas (GN) e 182 (67,16%) como Gram positivas (GP). Entre os microrganismos GN isolados, os mais prevalentes foram Escherichia coli (29/10,71%) e Klebsiella pneumoniae (14/5,17%). Entre os GP, destacaram-se no estudo: Staphylococcus epidermidis (81/29,89), S. aureus (35/12,92%), S. hominis (27/9,97%) e S. haemolyticus (23/9,7%). Quanto ao tempo de positividade das hemoculturas, o TPM entre as bactérias GN e GP foram respectivamente 20h 27min e 19h 9min. Sobre o perfil de resistência dos principais microrganismos isolados, para as bactérias GN ampicilina demonstrou maior resistência, sendo de 31,01% para E. coli e 85,71% para K. pneumoniae. A resistência apresentada por E. coli e K. pneumoniae frente a colistina foi de, respectivamente, 3,45% e 78,57%. Frente aos carbapenêmicos, E. coli não apresentou nenhum isolado resistente, enquanto K. pneumoniae apresentou resistência de 85,71% frente a ertapenem, imipenem e meropenem. Para os microrganismos GP os casos de resistência mais relevantes foram frente à banzilpenicilina, sendo 92,60% dos isolados resistentes a S. epidermidis, 100% a S. haemolyticus, 82,85% a S. aureus e 96,30% a S. hominis. Já frente ao antibiótico vancomicina, nenhum isolado demonstrou-se resistente. Visto que o tempo de positividade das hemoculturas foi menor que 36 horas para a maioria dos microrganismos isolados, percebe-se a importância da determinação do TPM no diagnóstico de infecções da corrente sanguínea na rotina de laboratórios automatizados, já que técnicas manuais de detecção levam mais tempo para anunciar a positividade (36-72h). Esse fato torna-se importante no tratamento antibacteriano juntamente com a análise dos principais microrganismos que causam bacteremias e seus perfis de suscetibilidade aos agentes antimicrobianos comumente utilizados na terapêutica.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ANÁLISE DO PERFIL DE HEMOCULTURAS POSITIVAS DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86399. Acesso em: 28 out. 2026.