LEVANTAMENTO DA RIQUEZA DE MUDAS FLORESTAIS NO VIVEIRO DA UNIPAMPA, CAMPUS SÃO GABRIEL
Palavras-chave:
bioma, pampa, espécies, arbóreas, nativas, biodiversidadeResumo
A arborização nos espaços públicos das cidades e a reaproximação do homem com a natureza, evidencia a importância da conservação e equilíbrio da fauna e flora, pois o crescimento populacional dos centros metropolitanos ocorrem de forma desordenada, causando uma caótica devastação em massa de florestas nativas. O elemento arbóreo traz diversos benefícios à população, tendo também um aspecto ecológico bastante relevante, por oferecer alimento e abrigo para a avifauna e outros grupos animais, o que contribui para a manutenção da biodiversidade dos ecossistemas naturais e urbanos. A fim de promover uma redução do impacto do desmatamento, as florestas existentes devem ser cultivadas de forma sustentável, isto é, repondo o que se utilizou para que no futuro este fator não se torne extinto. Esta reposição da matéria prima originária do setor florestal é uma das funções dos viveiros florestais, que produzem mudas, sejam elas nativas ou exóticas. O presente trabalho tem por objetivo levantar a riqueza atual das espécies arbóreas florestais produzidas a partir do projeto de extensão Onde há verde, há vida!, indicando as mais abundantes, as famílias botânicas mais representativas e outras informações ecológicas pertinentes. As mudas estão sendo produzidas no viveiro da UNIPAMPA/campus São Gabriel, que contempla especialmente a produção de espécies nativas dos biomas Pampa e Mata Atlântica, contando com a parceria do 6º BE e da Secretaria de Educação do município (SEME/SG). As espécies foram quantificadas e classificadas quanto à categoria sucessional e à síndrome de dispersão. O levantamento resultou na amostragem de 1057 indivíduos, distribuídos em 41 espécies, de 16 famílias, sendo Fabaceae e Myrtaceae as mais representativas. Em relação à categoria sucessional, 14 espécies foram classificadas como pioneiras, 18 como secundárias iniciais, 8 como secundárias tardias e 1 como clímax. Quanto à síndrome de dispersão, 20 espécies foram classificadas como zoocóricas, 13 como anemocóricas e 8 como autocóricas. O levantamento revelou a importância das mudas produzidas, especialmente para projetos visando à recuperação de áreas degradadas e áreas para reflorestamento, tendo em vista o elevado número de espécies pioneiras e secundárias iniciais. A expressiva participação de espécies zoocóricas revela uma importante contribuição para a promoção da biodiversidade local, em razão dos frutos serem atrativos para avifauna e demais animais. Além disso, o projeto tem permitido aos acadêmicos envolvidos, o estudo prático de conceitos vistos em sala de aula, o que contribui positivamente para a sua formação técnico-científica.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
LEVANTAMENTO DA RIQUEZA DE MUDAS FLORESTAIS NO VIVEIRO DA UNIPAMPA, CAMPUS SÃO GABRIEL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86346. Acesso em: 24 out. 2026.