REFORMA AGRÁRIA PRODUÇÃO AGRÍCOLA: CASO DOS ASSENTAMENTOS NO MUNICÍPIO DE JÚLIO DE CASTILHOS - RS

Autores

  • Roni Peronio
  • Ana Paula Cocco Bastos
  • Vinicius Piccin Dalbianco

Palavras-chave:

Reforma, Agrária, Assentamento, Rural, Produtividade

Resumo

A suposta baixa produtividade dos assentamentos é um dos argumentos usados por quem defende a produção agrícola de grande escala, bem como a desnecessidade da Reforma Agrária1. Alinhado a essa ideia Buainain Et al (2013) afirma que a evolução da agricultura, das regiões rurais vem sepultando definitivamente a questão agrária. Para esses autores, os níveis de renda agropecuária de milhares de produtores de menor porte não têm nenhuma significação para sustentar o dinamismo do mercado interno agropecuário. Por outro lado, Mattei (2015) afirma que não se pode ignorar o papel relevante dos agricultores familiares na produção de alimentos básicos que compõem a mesa da população brasileira, além da dinâmica que esse setor possibilita para agropecuária, sobre tudo para as economias locais. Assim, a agricultura familiar representa um setor que ocupa lugar de destaque na produção agropecuária pela sua capacidade de produzir e movimentar a economia nos âmbitos local e nacional. Embora a produção dos assentamentos seja fundamental para abastecer o mercado de alimentos, a sobrevivência dos assentados como agricultor e seu lugar na terra sempre foi um problema político gerador de conflitos, assim, os termos agricultura familiar e agronegócio são conceitos frequentemente geradores de discussões, principalmente pelo fato de que quando trata-se do processo de reforma agrária, esta se tratando de distribuição da propriedade da terra. Assim, o objetivo não é alimentar essa dicotomia, mas analisar importância dos assentamentos da reforma agrária, com destaque para a contribuição na economia dos municípios. Para fins analíticos, será utilizado como estudo o município de Júlio de Castilhos RS. Este trabalho utilizou como base as referências das pesquisas qualitativa e quantitativa. Na pesquisa qualitativa os dados coletados são predominantes descritivos (OLIVEIRA, 2011), assim essa metodologia vai ao encontro com os objetivos propostos. Para esse autor, na pesquisa qualitativa as abstrações se formam ou se consolidam, basicamente, a partir da inspeção dos dados em processo de baixo para cima. Já a pesquisa quantitativa se concentra na objetividade, recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, nesse sentido o método quantitativo também vai ao encontro com o objetivo proposto (GERHARDT; SILVEIRA, 2009). A utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente. As principais fontes de dados utilizados são o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), Fundação Econômica e estatística do Rio Grande do Sul (FEE) e o Sistema Integrado de Gestão Rural da ATES (SIGRA).

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

REFORMA AGRÁRIA PRODUÇÃO AGRÍCOLA: CASO DOS ASSENTAMENTOS NO MUNICÍPIO DE JÚLIO DE CASTILHOS - RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86107. Acesso em: 17 jun. 2026.