OFICINA DE EXPRESSÕES ARTÍSTICAS COMO INSTRUMENTO TERAPÊUTICO EM UM CAPS DA FRONTEIRA OESTE DO RS

Autores

  • Lidiele Bueno
  • Mariana Ferreira de Menezes Sauceda
  • Rui Carlos Gomes Dorneles
  • Susane Graup

Palavras-chave:

Jogos, Exercícios, Saúde, Mental

Resumo

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 2014), sendo caracterizados enquanto espaços abertos e comunitário para o tratamento de pessoas com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, personalizado/individualizado e promotor de vida (BRASIL, 2004; SOUSA; MEDEIROS, 2017). Os serviços prestados por estas instituições foram regulamentados em (2002) são considerados substitutivos aos hospitais psiquiátricos, tendo sido estruturados a partir da Reforma Psiquiátrica, que se constituiu em um movimento na qual novas propostas terapêuticas em saúde mental foram implementadas (BRASIL, 2004; SOUSA; MEDEIROS, 2017). Dentre estas propostas, é possível destacar as atividades artísticas aplicadas nos serviços de saúde mental, que como recurso terapêutico promovem o lazer/recreação, as habilidades motoras, visuais e espaciais, o aumento da autoestima, a obtenção de material passível de interpretação e o relaxamento (COSCRATO; BUENO, 2009). Diante disso, este trabalho, apresenta as ações desenvolvidas na Oficina de Expressões Artísticas como uma ferramenta capaz de contribuir para o fortalecimento da participação social no campo da saúde mental em um Centro de Atenção Psicossocial da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Tendo como objetivo, compreender o uso da arte no processo de (re)construção da autonomia dos sujeitos, bem como, ampliar as diversas formas de comunicação, promovendo a reabilitação psicossocial por meio de exercícios e jogos teatrais. As atividades da oficina de Expressões Artísticas foram realizadas em um Centro de Atenção Psicossocial da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, sendo realizada com usuários adultos, de ambos os sexos e mediada por dois Residentes do Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Saúde Mental Coletiva da UNIPAMPA.As sessões ocorreram uma vez por semana, no turno da tarde, durante quatro meses (maio a agosto) com duração média de 60 minutos cada, contando com a participação de 15 pacientes. Na oficina, os recursos artísticos utilizados foram os exercícios e os jogos do Teatro do Oprimido (TO), o que possibilitou o reconhecimento do direito à imaginação, à criação e à potencialização das habilidades dos usuários (BOAL, 2012).Durante as atividades foram elencados conteúdos relacionados aos jogos de regras, improvisação com elementos narrativos e teatrais, exploração da oralidade e uso expressivo da voz, consciência corporal e reconhecimento do espaço. De acordo com Andrade (et. al. 2016) é necessário construir espaços e formas alternativas de definir e lidar com a diferença, objetivando criar, coletivamente, condições de vida mais dignas para as pessoas em sofrimento psíquico. Nesse sentido, o diálogo com a arte, estabelecido na dimensão sociocultural, é sobremaneira importante, uma vez que o estímulo à capacidade criativa tem desdobramentos nas posturas diante da vida. Diante dos resultados alcançados com as ações, é possível afirmar que o desenvolvimento de oficinas dessa natureza, ou seja, de expressões artísticas são extremamente saudáveis para a melhoria da qualidade de vida e reinserção dos usuários do serviço na sociedade.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

OFICINA DE EXPRESSÕES ARTÍSTICAS COMO INSTRUMENTO TERAPÊUTICO EM UM CAPS DA FRONTEIRA OESTE DO RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/86058. Acesso em: 3 maio. 2026.