CAPACIDADE DE AUTOAVALIAÇÃO E BUSCA PELA MONITORIA EM FARMACOTECNICA: IGNORÂNCIA PERIGOSA?

Autores

  • Karine Nicorena
  • Fernanda Bruxel

Palavras-chave:

farmacotécnica, metodologias, ativas, ignorância, perigosa

Resumo

O componente curricular Farmacotécnica I visa aplicar conceitos teóricos, habilidades práticas e de cálculos farmacêuticos na produção magistral de medicamentos. Atualmente o livre acesso às informações por meio de ferramentas digitais torna necessária a busca por metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Neste contexto, a monitoria é um espaço de aprendizagem de atendimento individualizado, para o aprofundamento teórico e o desenvolvimento de habilidades. A autoavaliação por parte dos estudantes torna-se importante para o reconhecimento do grau de desconhecimento, que levaria à busca por este espaço de aprendizagem complementar. O objetivo deste estudo foi analisar a capacidade de autoavaliação dos alunos matriculados no componente Farmacotécnica I do Curso de Farmácia da Universidade Federal do Pampa (Campus Uruguaiana) e relacionar estes resultados à participação dos discentes no atendimento oferecido pelo programa de monitoria. Foram disponibilizados pelo monitor, horários semanais flexíveis e distribuídos de forma a contemplar as necessidades dos alunos. Paralelamente, foram realizadas três avaliações ao longo do semestre, sendo que após o termino de cada avaliação os 21 alunos matriculados na disciplina deveriam indicar seu grau de certeza de acerto, sugerindo sua nota na avaliação. Estas notas sugeridas foram então comparadas com as notas calculadas pelo docente após a correção das avaliações. Primeiramente, constatou-se que apenas 4 discentes (19%) procuraram o monitor da disciplina durante todo o semestre. Em contrapartida, verificou-se que 86% dos alunos erraram sua nota na primeira avaliação, 62% na segunda e 76% na terceira avaliação do semestre. Além disso, constatou-se que 76% das notas sugeridas pelos alunos foram superiores às notas calculadas pelo docente. Esses resultados demonstram que o aluno não é capaz de compreender o seu grau de desconhecimento sobre o conteúdo, sugerindo a ignorância perigosa, que pode acarretar problemas sérios em sua profissão. Por este mesmo motivo, provavelmente também não buscam o serviço de monitoria da disciplina. Assim, conclui-se que os acadêmicos não possuem capacidade de autoavaliação de seu conhecimento, indicando a necessidade de se encontrar alguma estratégia para comprometer os acadêmicos com a monitoria, demonstrando sua importância na construção do conhecimento.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

CAPACIDADE DE AUTOAVALIAÇÃO E BUSCA PELA MONITORIA EM FARMACOTECNICA: IGNORÂNCIA PERIGOSA?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85167. Acesso em: 18 abr. 2026.