RELATO DE EXPERIÊNCIA ENTRE AS METODOLOGIAS DE ENSINO TRADICIONAL E APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPE

Autores

  • Mariana Rocha
  • Luis Flavio de Souza Oliveira
  • Michel Mansur Machado

Palavras-chave:

Aprendizagem, Baseada, Equipe, Metodologias, ativas, Aproveitamento, conteúdos

Resumo

A aprendizagem no ensino tradicional, presente maciçamente em todas as fases da educação, incluindo a educação superior, tem sido debatida entre os especialistas de educação, não no sentido de execrá-la ou excluí-la dos cenários de prática do ensino, mas se cabe continuar como única a ser explorada, dada a característica e o acesso à informação dos jovens contemporâneos. Diante disso, especialistas há algum tempo têm trabalhado na criação de metodologias que promovam um empoderamento maior aos estudantes nos processos de ensino e aprendizagem (EA), tornando-os protagonistas, enquanto os docentes assumem um papel adjuvante. Dentre as metodologias ativas de EA está a Aprendizagem Baseada em Equipe (ABE). No primeiro semestre de 2016, no componente curricular de Bioquímica Clínica II, do Curso de Farmácia, a ABE foi aplicada como metodologia de EA do semestre. O interesse foi de experimentá-la para verificar a aceitação dos estudantes e se haveria maior rendimento em relação às aulas expositivas dialogadas. A ABE prevê um tempo de leitura prévia do assunto a ser estudado. No encontro presencial, os estudantes fazem uma avaliação teórica individual (peso menor). Posteriormente, farão a mesma avaliação em grupo (peso menor). Posteriormente, há a discussão entre os grupos, acompanhadas do docente e monitor (que foi o caso desta experiência) de todas as questões propostas. Caso haja divergência entre os grupos, há a possibilidade de, no próximo encontro, o grupo que diverge dos demais trazer cinco referências aceitas cientificamente para fundamentar seu posicionamento. Neste processo, o estudante tem oportunidade de entrar em contato várias vezes com o mesmo assunto. Ainda, na etapa final do componente, com o intuito de ajudar o comparativo entre as metodologias, com aproximadamente 80% do conteúdo vencido, foi aplicada uma avaliação teórica surpresa. Tal avaliação fora aplicada na edição anterior do mesmo componente curricular em questão como avaliação recuperativa. Os resultados obtidos foram muito animadores. Nas edições anteriores do mesmo componente curricular, no final do semestre, considerando turmas entre 30 a 40 estudantes, de 1 a 3 deles conseguiam obter aprovação sem ter que realizar avaliação recuperativa. Na edição onde se trabalhou ABE (2016), os 30 estudantes tinham média suficiente para aprovação, sem, contudo, necessitar realizar avaliação recuperativa. Na avaliação surpresa, os estudantes, por não saber de sua realização, não se prepararam para a mesma, o que trouxeram foi o conhecimento proveniente dos estudos e debates anteriores. Nesta avaliação, os estudantes 2016/1 obtiveram notas de 6,50 a 8,80. Importante ressaltar que a mesma avaliação, aplicada na edição anterior do componente curricular, 2015/1, o resultado trouxe notas que variaram de 1,5 a 7,4, com concentração maior dos partícipes com notas inferiores a 5,0 (86%). Na edição com ABE, por sua vez, a maioria dos partícipes obteve nota aproximada de 7,0 (72%). Como se pode observar, a metodologia ABE mostrou-se mais eficaz que a aplicada nas versões anteriores (aulas expositivas dialogadas) e, além disso, conseguiu estimular os estudantes a realmente se envolverem com o processo de EA, aumentando seu grau de comprometimento e responsabilidade em sua própria formação.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

RELATO DE EXPERIÊNCIA ENTRE AS METODOLOGIAS DE ENSINO TRADICIONAL E APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85165. Acesso em: 16 abr. 2026.