PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

Autores

  • Luciana de Araújo
  • Carla Gabriela Rodrigues de Souza
  • Luana Machado Viveiros
  • Micheli Bourscheidt
  • Ângela Kemel Zanella

Palavras-chave:

Medicina, Tradicional, Chinesa, ventosaterapia, auriculoterapia

Resumo

As Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PICS) constituem-se na aproximação saúde-doença, visando instigar a prevenção e promoção da saúde. As PICS vem se solidificando como práticas terapêuticas e de cuidado multidisciplinar, onde destacam-se aquelas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), oriundas dos povos chineses a mais de 2 mil anos.Sendo assim, o objetivo desde trabalho é apresentar as atividades desenvolvidas pelo ambulatório de práticas integrativas e complementares do SUS oferecidas à comunidade. O mesmo tem por objetivo ofertar atendimentos com PICs para adultos com idades entre 20 a 55 anos com lesões ocupacionais na cidade de Uruguaiana, RS. São realizadas sessões semanais com diferentes técnicas, tais como: acupuntura, auriculoterapia, massoterapia, ventosaterapia, guashá, moxabustão, reflexologia, cromoterapia, aromaterapia, cristais e pedras quentes. Os participantes são oriundos de Estratégias de Saúde da Família (ESF) do município de Uruguaiana, RS, que manifestaram interesse em participar do projeto e que apresentassem diagnóstico de doenças ocupacionais comprovado. As atividades do ambulatório ocorrem no período de abril de 2016 a abril de 2018. Estão envolvidos nas atividades alunos da graduação do curso de Fisioterapia e Enfermagem, além de alunos de pós-graduação, professores. O ambulatório atende os participantes uma vez por semana, totalizando 10 atendimentos por participante. O primeiro atendimento refere-se a avaliação da dor, queixa principal, qualidade de vida, sinais vitais (FR, FC, Sat, PA), pulsologia, avaliação da língua, órgãos vitais, inspeção e palpação. Já os demais atendimentos estão sendo destinados às técnicas terapêuticas. Até o momento foram atendidos 7 participantes, a sua maioria (n=6) com lesões em membros superiores (Escala Visual Analógica de Dor EVA = 5,4), o qual receberam em média 3 atendimentos terapêuticos com os diversos tipos de técnicas. Ao final dos atendimentos os mesmos auto referiram alívio significativo da dor e melhora nos sintomas. O presente trabalho conclui que as atividades realizadas pelo Ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares oferecem aos participantes técnicas diferenciadas que contribuem para o alívio da dor e sintomas sem medicação e, consequentemente, melhora na qualidade de vida.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85044. Acesso em: 16 abr. 2026.