AURICULOTERAPIA COMO PRÁTICA INTEGRATIVA NO TRATAMENTO DE LESÕES DE MEMBRO SUPERIOR À COMUNIDADE

Autores

  • Micheli Bourscheidt
  • Luciana Silva de Araújo
  • Paula Maria Tachemco Corrêa
  • Caroline Cadore Ramires
  • Caroline Andressa Borroluzzi Zalamena
  • Ângela Kemel Zanella

Palavras-chave:

Promoção, Saúde, Práticas, Integrativas, Complementares, Auriculoterapia, Lesões, Laborais

Resumo

As práticas integrativas e complementares vêm se mostrando cada vez mais eficazes, pois apresentam baixo custo financeiro, e são bons investimentos em educação e promoção em saúde, contribuindo assim para a diminuição de doenças e seus agravos tais como, as lesões por esforço repetitivo (LER) e doenças osteo musculares relacionados ao trabalho (DORT). A auriculoterapia é uma terapia oriunda da medicina tradicional chinesa que visa à harmonização das funções energéticas do organismo, por meio dos estímulos de pontos específicos no pavilhão auricular. É uma técnica segura, não invasiva, sem efeitos colaterais, utilizada como método auxiliar aos tratamentos sistêmicos, potencializando seus efeitos. Nossa orelha é considerada na Medicina Tradicional Chinesa um microssistema, no qual podem ser ativados os órgãos, e estruturas corporais, através de mecanismo reflexo. Quando estas áreas são estimuladas, o cérebro recebe um impulso, e reage promovendo uma grande irrigação sanguínea em nosso ouvido externo, gerando fenômenos que provocam a homeostase devido à conexão ao sistema nervoso central. O estudo tem como objetivo a implementação da auriculoterapia como pratica integrativa no tratamento da dor de membros superiores. O Ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) está sendo desenvolvido na Universidade Federal do Pampa, no município de Uruguaiana- RS, o qual oferece atendimentos a população local, que sofrem de lesões oriundas do trabalho, adultos de ambos os sexos com idades entre 20 anos e 55 anos. A escolha dos participantes foi por conveniência envolvendo todos os sujeitos que não apresentavam critério de exclusão. Os atendimentos ocorreram uma vez por semana aos participantes, sendo que a primeira avaliação incluiu avaliação da dor, queixa principal, sinais vitais (FR, FC, Sat, PA), pulsologia e avaliação da língua. Após os participantes realizaram sessões de auriculoterapia como uma das técnicas de PICs para o tratamento de lesões de membros superiores. Até o momento foram avaliados 6 participantes que receberam em média 3 atendimentos. Durante a aplicação de auriculoterapia, os principais pontos que foram reagentes à palpação do pavilhão auricular foram: ansiedade, shen men, punho, ombro, coluna cervical e ATM, coração, pulmão e baço. Após os atendimentos os pacientes foram convidados a responder sobre a dor e os sintomas, o qual se observou melhora dos mesmos, levando a considerar que auriculoterapia tem um papel importante na recuperação sistêmica, reduzindo os sintomas referidos pelos participantes, com tempo curto e de fácil aplicação. É interessante ressaltar que a auriculoterapia é uma técnica auxiliar e não deve ser excluído o uso de medicamentos em casos de doenças de grande porte. Por fim podemos concluir, que através de atendimentos com intervenção auricular, ouve uma melhora em relação a dores e distúrbios, consequentemente melhora na qualidade de vida e no convívio social.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

AURICULOTERAPIA COMO PRÁTICA INTEGRATIVA NO TRATAMENTO DE LESÕES DE MEMBRO SUPERIOR À COMUNIDADE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85042. Acesso em: 17 abr. 2026.