IMPLANTAÇÃO DO PROJETO RS BIODIVERSIDADE EM PROPRIEDADES DE PECUARISTAS FAMILIARES DE ITAQUI-RS
Palavras-chave:
bioma, pampa, desistências, gerações, meio, ruralResumo
A região da Fronteira Oeste do estado do Rio Grande do Sul possui características peculiares, tendo como base econômica o setor agrícola. Nela existem propriedades com dimensões e atividades distintas, e com isso, há uma caracterização de grupos de produtores rurais, com características socioeconômicas marcantes. Os agricultores familiares re-presentam a porção que produz em áreas reduzidas e o pecuarista familiar tem como principal fonte de renda a criação de bovinos e/ou ovinos em quase a totalidade de sua área. A partir desse intuito, foi criado o projeto RS Biodiversidade, o qual é uma das políticas do Governo do Estado para proteção e conservação dos recursos naturais e busca promover a incorporação do tema biodiversidade nas instituições e comunidades envolvi-das. O objetivo deste trabalho após três anos de execução, foi analisar os pecuaristas familiares integrantes do projeto RS Biodiversidade no município de Itaqui RS que deram continuidade ao projeto e apresentar os principais motivos de desistências que ocorreram neste período. O trabalho vem sendo desenvolvido desde o ano de 2014 e teve o término do período de implantação em janeiro de 2016. A obtenção de informações das famílias inscritas foi acompanhando técnicos da EMATER e, ao mesmo tempo, auxiliando na implantação do projeto RS Biodiversidade que ainda não estavam concluídos, que consistia em organizar as áreas destinadas a produção pecuária de forma a manejar estas com vista à conservação do ambiente campestre do Bioma Pampa. A coleta de dados é realizada com o auxílio do profissional da EMATER para que futuramente esses dados possam ser analisados e avaliados quanto as progressões ou regressões dos mesmos. Iniciando com 24 produtores no ano de 2014, após a desistência de alguns do projeto, se buscou analisar através de entrevistas o motivo pelo qual os mesmos estavam abrindo mão do recurso mesmo sendo sem custo nenhum. O principal motivo alegado para desistência de participação no projeto RS Biodiversidade foi a falta de mão de obra para dois produtores, para outro produtor a não adaptação ao projeto foi o motivo para a desistência e um quarto produtor necessitou arrendar a área onde seria implantado o projeto. Além das visitas aos produtores foram, realizadas atividades de demarcação de algumas propriedades e instalação de extensores de fio de cerca elétrica. Dessa forma, proporcionando conhecimento de cunho acadêmico e prático para agregar em seus estabelecimentos e no desenvolvimento profissional do acadêmico. A partir do diálogo com os produtores que abandonaram o projeto, foi possível inferir que na maioria das vezes, produtores apresentam o interesse de manter um vínculo com o projeto a fim de se conservar o meio em que vivem, mas as dificuldades em se encontrar mão de obra disponível para assumir as atividades, é um dos grandes entraves de projetos como esse, juntamente com o fator de adaptação a uma nova forma de se produzir. Além disso a falta de perspectiva de que suas próximas gerações permaneçam no campo, acaba desestimulando os produtores rurais em manter suas atividades no meio rural.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
IMPLANTAÇÃO DO PROJETO RS BIODIVERSIDADE EM PROPRIEDADES DE PECUARISTAS FAMILIARES DE ITAQUI-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84997. Acesso em: 18 abr. 2026.