LEISHMANIOSE UMA QUESTÃO DE SAÚDE

Autores

  • Carolina Giriboni
  • Ana Claudia Funguetto Ribeiro
  • Taynara Apollo Duarte
  • Fernanda Moreira Golçalves
  • Claudete Izabel Funguetto

Palavras-chave:

Saúde, Pública, Controle, Zoonoses, Flebótomo, Mosquito, Palha

Resumo

Doenças zoonóticas são caracterizadas por parasitas que se hospedam em animais, porém também podem ser transmitidas por bactérias, fungos, vírus ou protozoários que são transferidos dos animais para os humanos ou dos humanos para os animais. Devido a maior interação homem e animal a incidência dessas doenças tem aumentado significativamente com o passar dos anos, preocupando os órgãos de saúde pública e a população em geral. A leishmaniose é uma zoonose causada pelo protozoário do gênero Leishmania, que de dissemina através da picada do mosquito flebótomo, também conhecido como mosquito palha ou birigui. Há várias formas diferentes de leishmaniose, sendo que as mais comuns são a cutânea, que causa feridas na pele e a visceral, que afeta alguns órgãos internos como fígado, medula óssea e baço. Na cidade de Uruguaiana-RS, o aumento dos casos de Leishmaniose, é bastante alarmante, devido à proximidade com o rio Uruguai, com frequente ocorrência de enchentes, ao grande número de domicílios com pátio em condições propícias para a proliferação do mosquito palha, assim como ao elevado número de cães errantes nas ruas. De acordo com o levantamento de dados da Secretaria da Saúde-Vigilância Ambiental de Uruguaiana, cerca de 90% dos exames resultaram em de casos confirmados da doença na cidade em 2015. Entrevista feita com residentes do HuVet - Hospital Universitário Veterinário de Uruguaiana indicou que a leishmaniose é a zoonose mais frequente no hospital, com casos positivos todas as semanas. Deste modo, é de grande importância a abordagem sobre a leishmaniose junto à população, tá fim de conscientizar as pessoas sobre a prevenção e o controle desta zoonose. Tendo por objetivo esclarecer a população sobre os riscos da leishmaniose, foram realizadas palestras, rodas de conversa e distribuição de material educativo em uma escola pública municipal de Ensino Fundamental localizada no Bairro Cabo Quevedo, região que registrava o segundo maior índice de casos confirmados. O encontro reuniu aproximadamente 90 estudantes e professores. Os participantes demonstraram grande interesse pelo tema, já que a maioria possui cães como principal animal de estimação. Inclusive, ao longo da ação de extensão, conforme iam sendo apresentadas as palestras, enriquecidas com imagens e tópicos sobre a doença, muitos indicavam possuir cães com os sinais clínicos característicos da leishmaniose, sendo orientados sobre os procedimentos a serem adotados. Houve demonstrações de preocupação pelo fato de residirem em um bairro com alta incidência de casos e manifestação de contrariedade à a lei que proibe o tratamento dos cães positivos com medicamentos de humanos, situação na qual é indicando a eutanásia do animal infectado. A ação contribui para a formação acadêmica dos estudantes de graduação em Medicina Veterinária e deu visibilidade às ações extensionistas da Universidade Federal do Pampa junto à comunidade local.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

LEISHMANIOSE – UMA QUESTÃO DE SAÚDE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84977. Acesso em: 17 abr. 2026.