SAÚDE ANIMAL NA SEMANA FARROUPILHA 2016 EM URUGUAIANA-RS MORMO
Palavras-chave:
Mormo, Burkholderia, mallei, Anemia, Infecciosa, Equina, Retroviridae, Defesa, AnimalResumo
A Semana Farroupilha envolve grande parte da população gaúcha, sendo regulada por Lei Estadual e Regulamentada por Decreto. Sua organização é feita em duas instâncias: estadual com a definição de diretrizes gerais e local onde, onde ocorrem as manifestações culturais e os desfiles destacando-se o realizado a cavalo em 20 de setembro. Cabe ao Serviço Veterinário Oficial do Estado deliberar sobre a vigilância e saúde animal e exercer a fiscalização dos animais participantes do desfile em relação ao mormo e à anemia infecciosa equina. A ameaça da proliferação do mormo nos cavalos, que pode atingir os humanos, com efeito letal em 95% dos casos, tem provocado até o cancelamento de desfiles e eventos. O mormo é uma doença infecciosa que acomete, principalmente, os equinos. Não tem vacina, nem tratamento e é causadp pela bactéria Burkholderia mallei. A transmissão da doença ocorre pelo contato com material infectante, diretamente com secreções do animal ou indiretamente (bebedouros, comedouros, equipamentos contaminados). Em equinos, os sinais clínicos aparecem logo após a infecção. Como não tem tratamento, o animal precisa ser eutansiado e cremado no local. Humanos podem se contaminar quando em contato direto com os cavalos, como tratadores, veterinários, ou manipulação material em laboratório. A anemia infecciosa equina (AIE) é uma doença crônica causada por um vírus de RNA, da família Retroviridae. Uma vez instalado o vírus no organismo do animal, nele permanece por toda a vida mesmo não manifestando sinais clínicos. A transmissão ocorre através da picada de mutucas e moscas dos estábulos; materiais contaminados com sangue infectado (agulhas, instrumentos cirúrgicos, groza dentária, sonda esofágica, aparadores de cascos, arreios, esporas), além da placenta, colostro e acasalamento. Não há tratamento efetivo ou vacina para a doença. O animal infectado torna-se portador permanente da doença, sendo fonte de infecção, devendo ser isolado e posteriormente eutanasiado, pois é disseminador da doença. A presente ação de extensão universitária teve por objetivo promover a participação de estudantes de Medicina Veterinária da UNIPAMPA nas atividades de orientação aos proprietários e fiscalização de animais participantes do desfile farroupilha de Uruguaiana-RS, sob coordenação da Inspetoria Veterinária. Previamente ao desfile, representantes das entidades participantes do evento apresentavam a documentação, que consistia em dados do proprietário e atestados negativos para mormo e AIE. Posteriormente era emitida a GTA (Guia de Trânsito Animal), autorizando os animais a permanecerem por tempo limitado no perímetro urbano. Somente equídeos com testes negativos para mormo e AIE foram autorizados a desfilar, sendo entregues para os representantes das entidades as pulseiras de identificação negativa dos animais. Foram autorizadas cerca de 1300 GTAs, tendo desfilado cerca de 1000 animais. Após o encerramento das atividades, foi concluído que a obrigatoriedade dos testes diminuiu a participação de cavalos no desfile, possivelmente em razão do custo dos exames, em torno de R$100,00/animal. Em contrapartida, proprietários e organizadores do evento demonstraram conscientização acerca da importância da defesa sanitária em relação aos animais participantes do desfile farroupilha 2016. Participaram da ação 10 acadêmicos de Medicina Veterinária interagiram com a comunidade local.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
SAÚDE ANIMAL NA SEMANA FARROUPILHA 2016 EM URUGUAIANA-RS​ ​MORMO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84966. Acesso em: 16 abr. 2026.