TEATRO CIENTÍFICO COMO RECURSO DE DIVULGAÇÃO DA NEUROCIÊNCIA

Autores

  • Maria Gutierrez
  • Pamela Billig Mello Carpes
  • Liane da Silva de Vargas

Palavras-chave:

neurociência, teatro, divulgação, científica

Resumo

O teatro, desde os mais antigos registros da sua história, desempenha um papel importante na educação. É uma prática bastante efetiva, uma vez que, por ser apresentado ao vivo e bem próximo dos que assistem, permite a interação entre o textual e visual, que cria uma interação forte entre atores e público (Gimenez, 2013). Segundo Saraiva (2007), o teatro tem todas as potencialidades para ser encarado como um veículo transmissor de conceitos científicos, através do qual a aprendizagem é feita de uma forma simples, lúdica e agradável. Buscando utilizar as mais diversas ferramentas para alcançar o ousado objetivo de levar a neurociência para crianças estudantes da rede pública de ensino de Uruguaiana, o POPNEURO - Programa de Divulgação e Popularização da Neurociência, de cunho extensionista, oriundo da Universidade Federal do Pampa, propõe o uso desta técnica nas suas aulas, com o intuito de que os alunos compreendam melhor, de uma maneira lúdica e didática, as diversas temáticas abordadas, como neuroanatomia, fisiologia do cérebro, doenças do sistema nervoso, neuromitos, funcionamento da pesquisa científica, dentre outros. Desta forma, buscamos neste trabalho relatar o uso desta metodologia com os alunos atendidos pelo POPNEURO, a fim de mostrar que essa pode ser uma ferramenta eficiente na divulgação científica. Neste trabalho foi considerado o relato do uso da técnica teatro científico nas neuroblitzes, principal atividade desenvolvida pelo programa extensionista POPNEURO. As neuroblitzes são ações de divulgação da neurociência realizadas semanalmente em quatro escolas da rede pública de Uruguaiana/RS, junto a estudantes do quinto ano do ensino fundamental. As neuroblitzes são compostas por uma abordagem inicial em forma de teatro científico, a fim de introduzir o assunto aos alunos, seguido de uma atividade prática protagonizado pelos alunos, afim que eles vivenciem mais o assunto abordado. As principais temáticas trabalhadas foram: neuroanatomia; quando cada personagem do teatro representava uma célula do sistema nervoso; fisiologia do sistema nervoso, quando os personagens eram neurônios durante uma sinapse (processo fisiológico de comunicação entre células); e, os neuromitos (informações popularizadas e equivocadas sobre a neurociência), através da encenação de situações cotidianas que potencializam a difusão dos neuromitos. Os alunos foram convidados a responder a um questionário para avaliar o uso deste método nas atividades propostas. Os questionários foram construídos na forma de escala Likert, assim, contendo afirmações e os estudantes deveriam encolher uma opção dentre: concordo totalmente; concordo parcialmente; não concordo nem discordo; discordo parcialmente e discordo totalmente. Os questionários foram respondidos por 107 crianças com idade média de 11 anos, sendo 58,87% do sexo feminino e 42,13% do sexo masculino. 77,63% dos alunos concordou totalmente com a afirmativa "O teatro é uma ótima ferramenta para trazer assuntos novos para a sala de aula" e 72,80% concordou totalmente que "Os teatros feitos pelo POPNEURO ajudam a aprender sobre o cérebro". Nossos resultados permitem afirmar que o uso do teatro científico como ferramenta para ensinar neurociência à crianças é eficiente e contribui para o interesse e o fascínio dos estudantes pela temática.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-02-14

Como Citar

TEATRO CIENTÍFICO COMO RECURSO DE DIVULGAÇÃO DA NEUROCIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84927. Acesso em: 16 abr. 2026.