CODING DOJO: UMA PRÁTICA TRANSFORMADORA NO APRENDIZADO COLABORATIVO DE PROGRAMAÇÃO DE COMPUTADORES
Palavras-chave:
Coding, Dojo, Aprendizado, Colaborativo, ProgramaçãoResumo
Ensinar e aprender programação de computadores são atividades desafiadoras dos cursos vinculados à informática. Isso se reflete nos índices de reprovação em disciplinas relacionadas a programação e de evasão nos cursos de Computação no Brasil. Os fatores que levam a esses problemas são inúmeros, incluindo dificuldade de criar modelos mentais adequados, falta de competências lógico-matemáticas para resolver problemas, ausência de cultura de fazer anotações, falta de trabalho colaborativo entre os estudantes e práticas tradicionais de ensino baseadas unicamente em intercalar aulas teórica-expositivas e práticas em laboratório. Visto isso, enfatiza-se a necessidade de serem aplicadas novas estratégias aos processos de ensino-aprendizagem e contribuir com o desenvolvimento de habilidades como autonomia no aprendizado, trabalho colaborativo e resolução de problemas. O objetivo do projeto ao qual esse trabalho está vinculado é promover eventos orientados a prática colaborativa de programação que complementam as competências e habilidades desenvolvidas ao longo dos cursos que possuem programação em sua matriz curricular (especialmente Engenharia de Software e Ciência da Computação). Além de auxiliar os alunos a superar algumas das dificuldades encontradas por meio de práticas de aprendizagem colaborativa para programação de computadores. Dessa forma, o objetivo deste resumo é apresentar as experiências obtidas através das duas edições do projeto, utilizando Coding Dojos como ambiente de aprendizagem em atividades fora das disciplinas dos cursos da Computação da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) - Campus Alegrete. Coding Dojos, são encontros organizados em torno de um ou mais desafios de programação, nos quais os participantes são incentivados a participar e compartilhar suas habilidades de codificação com os demais para a resolução de problemas. O formato utilizado de dojo foi o Randori, ao qual é o formato mais utilizado. Para obtermos o feedback dos participantes, realizamos uma conversa informal ao final de cada encontro para identificar pontos positivos e negativos na experiência daquele dojo. Adicionalmente, os participantes respondem a questionários sobre sua experiência na dinâmica. O primeiro questionário busca apenas identificar o perfil dos interessados e o segundo coletar dados sobre a experiência dos participantes. Os resultados da execução das duas edições apresentam resultados satisfatório. As impressões e os depoimentos dos participantes coletados durante a observação dos Dojos e registrados no Diário indicam os seguintes pontos positivos identificados nas duas edições: aprendizado de novas estruturas de dados, comandos e linguagens de programação; importância de trabalhar em grupo colaborativamente; potencialização do aspecto comunicabilidade; pensar em testes antes de programar a solução; praticar conhecimentos adquiridos em aula fora das aulas formais; compartilhar conhecimentos com os colegas; aprender com outras pessoas (pares); aprender novas tecnologias; testar os códigos; levar em consideração outras opiniões; visualizar a solução por outra perspectiva; ganhar horas de atividades complementares de graduação. No decorrer das duas edições do projeto, com os registros realizados e com a análise dos dados coletados, podemos perceber que a ação foi, no geral, positiva e cumpriu o objetivo de oferecer espaços de aprendizagem alternativos aos ambientes tradicionais. Os Coding Dojos mostram-se uma alternativa válida para fomentar o desenvolvimento de habilidades de programação.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CODING DOJO: UMA PRÁTICA TRANSFORMADORA NO APRENDIZADO COLABORATIVO DE PROGRAMAÇÃO DE COMPUTADORES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84804. Acesso em: 16 abr. 2026.