ANÁLISE DA MOBILIDADE FUNCIONAL ENTRE IDOSOS CAIDORES E NÃO CAIDORES

Autores

  • Jéssica de Bastos
  • Caroline Stábile da Silva
  • Fernando Omobono da Silva Pasquali
  • Júlia Mota Ferreira
  • Karine Colling
  • Daniela Virote Kassick Muller

Palavras-chave:

autoeficácia, idosos, medo, quedas, equilíbrio

Resumo

O processo de envelhecimento é caracterizado por diversas alterações do sistema locomotor, entre elas, a redução da função muscular e da amplitude de movimento articular, déficits na coordenação motora e no equilíbrio. Essas mudanças, associadas à preocupação com quedas, podem comprometer a marcha e a mobilidade funcional, levando o idoso a evitar algumas atividades de sua rotina diária e tornando-o ainda mais propenso a cair. A avaliação do risco de quedas não é tão comum na prática clínica; porém, pode contribuir na elaboração de estratégias de prevenção e no próprio tratamento de idosos com esta condição. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo comparar a mobilidade funcional entre idosos caidores e não caidores.Trata-se de um estudo transversal, descritivo, observacional e comparativo que foi realizado a partir da aprovação do projeto de pesquisa pelo parecer consubstanciado 10.006-16 em abril de 2016 pelo CEP-UNIPAMPA. O mesmo foi realizado com idosos voluntários que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus de Uruguaiana-RS. Inicialmente foram coletados os dados do perfil sóciodemográficos. Para determinar o risco de quedas, foi utilizado o questionário Falls Efficacy Scale-International, traduzido e validado para o Brasil (FES-I-BRASIL). Assim, os participantes foram divididos em dois grupos: idosos caidores e não caidores, de acordo com sua pontuação na FES-I. A mobilidade e capacidade funcional foram avaliadas pelos testes Timed Up and Go (TUG), velocidade da marcha em 6 metros, teste de sentar e levantar (TSL) 5 vezes e de 30 segundos. Os dados foram tabulados no programa Microsoft Excel® versão 10.0 e analisados no Programa SPSS® versão 17.0. Para a análise das variáveis utilizou-se o teste t de Student para amostras independentes com intervalo de confiança de 95%. A amostra foi composta por 111 idosos, de ambos os sexos, com idade a partir de 60 anos. No presente estudo foi verificada associação entre o risco de quedas e a média do TUG (p<0,001), sendo que, os idosos caidores, demonstraram pior desempenho funcional neste item do que aqueles considerados não caidores. Nos demais itens analisados não foram observadas diferenças estatísticas significativas. No entanto, verificou-se desempenho inferior no grupo de idosos caidores quando comparado aos não caidores nos testes de senta e levanta, tanto no realizado em 30´´, quanto em cinco repetições. Porém, idosos caidores apresentaram um resultado melhor comparado aos não caidores na velocidade da marcha. Foi possível verificar, portanto, que idosos caidores apresentam pior desempenho funcional do que idosos classificados como não caidores, o que os predispõe a um maior risco de quedas.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

ANÁLISE DA MOBILIDADE FUNCIONAL ENTRE IDOSOS CAIDORES E NÃO CAIDORES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84705. Acesso em: 16 abr. 2026.