DISMENORREIA: INVESTIGAÇÃO EM ACADÊMICAS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UNIPAMPA
Palavras-chave:
Dismenorreia, Fisioterapia, Saúde, Mulher, MenstruaçãoResumo
TEMA: A dismenorreia é a dor ligada ao ciclo menstrual, pré durante ou após a menstruação. É uma afecção da mulher, de elevada prevalência, com incidência maior em mais jovens. A Fisioterapia no tratamento da dismenorreia, não apresenta efeitos adversos. Visa a diminuição do quadro doloroso, correção de posturas antálgicas e orientações em relação aos hábitos de vida. OBJETIVO: Investigar a frequência de Dismenorreia em acadêmicas do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). METODOLOGIA: Pesquisa de Ensino, observacional de caráter quantitativo. Elaborou-se um questionário, com 19 questões que abordam o ciclo menstrual, e características sobre intensidade, local, período da dor, dentre outros. Selecionaram-se intencionalmente voluntárias do 6º e 7º semestre, pois já cursaram a disciplina de Fisioterapia em Urologia Obstetrícia e Ginecologia I, e do 1º e 2º visto que não tiveram contato com tal matéria. Realizou-se nos meses de junho e setembro de 2016. Critérios de inclusão: estar no período de menacme; aceitar em participar voluntariamente da investigação; preencher completamente o questionário. Critérios de exclusão: sexo masculino; acadêmicas ausentes; questionários incompletos; mulheres com amenorreia; gestantes; puérperas. Tabulou-se os dados no Excel versão 2007, realizou-se análise descritiva média e desvio padrão, apresentação numérica e percentual, e o Teste de Comparação de Proporções, nível de significância de 5%. RESULTADOS: 87 acadêmicas, com média de idade de 21,88 anos ±4,39, média de índice de massa corporal 23,89±3,56 classificando-as como eutróficas e idade média da menarca 12,09 anos ±1,26. Em relação às características do ciclo menstrual 25,28% com duração de 3 dias, 54,02% possuem ciclo de 5 dias e 20,68% 6 ou mais dias; 59,77% relataram fluxo moderado, 26,43% fluxo leve e 13,79% intenso. A maioria 85,05% apontou terem ciclo regular. Sobre a dismenorreia 17,24% referiram não sofrer com essa afecção e 82,75% referiram ter sempre ou às vezes. Dentre as 74 acadêmicas que relataram ter cólicas, 25,67% destas apontaram que deixavam de realizar suas atividades diárias em decorrência da dor e 54,16% destas fazem atividades física. No que diz respeito à Fisioterapia para tratamento da dismenorreia, 45,97% desconheciam sobre este e 54,02% relataram que conheciam. Ao comparar os semestres iniciais com os semestres os quais já cursaram a disciplina de Fisioterapia em Urologia, Obstetrícia e Ginecologia I, observou-se diferença estatística significativa p<0,001, ou seja, as voluntárias de semestres mais avançados reconheciam a Fisioterapia para o tratamento, o que leva a pensar que estes adquiriram este conhecimento dentro da Universidade, evidenciando que semestres iniciais desconhecem a atuação desta intervenção. O que leva a crer que este conhecimento fica recluso dentro do âmbito acadêmico, sendo pouco divulgado para a comunidade. CONCLUSÕES: Pode-se observar a grande incidência de acadêmicas com dismenorreia e a necessidade de projetos de pesquisa que vislumbrem a disseminação do conhecimento adquirido dentro da Universidade. Uma vez que a Fisioterapia faz parte do tratamento não medicamentoso para tal afecção, bem como ausência de efeito colateral, repercutindo em uma melhor qualidade de vida. A dismenorreia deve ser mais abordada em projetos de extensão a fim de proporcionar práticas integrativas.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DISMENORREIA: INVESTIGAÇÃO EM ACADÊMICAS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UNIPAMPA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 8, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/84694. Acesso em: 16 abr. 2026.