ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E O PROCESSO DA PROBLEMATIZAÇÃO

  • Werner Lopes
  • Rhenan Ferraz de Jesus
  • Robson Luiz Puntel
Rótulo Alfabetização, Científica, formação, contiunuada, Arco, Maguerez

Resumo

Tema: Acreditamos que a Alfabetização Científica possa ser tema problematizador em Projetos de ensino desenvolvidos em sala de aula. Objetivos: buscamos observar e analisar as práticas adotadas nos projetos de ensino em sala de aula de professores dos Anos Inicias, delineadas pelas etapas da metodologia da problematização, segundo Arco de Maguerez. Metodologia: Este estudo se constituiu uma pesquisa qualitativa interpretativa, onde participaram professores atuantes nos Anos Iniciais de Alegrete/RS em um curso de formação continuada ofertado. Durante esse curso, propomos o desenvolvimento de projetos de Ensino para se conhecer as práticas desenvolvidas em sala de aula, a partir da fundamentação teórica que os educadores tiveram sobre problematização segundo Arco de Maguerez. Com isso, houve uma interação com os participantes, por meio da observação participante, proposto por Thiollent (2000), como um instrumento para colher informações nesta situação investigada. Para a técnica de análise de conteúdo, ancoramo-nos em Bardin (2009). Para sigilo das informações, usamos pseudônimos para não identificar os professores participantes: P1, P2, P3 e assim, por conseguinte. Resultados: Os achados apresentam-se conforme as etapas da metodologia da problematização do Arco de Maguerez: 1) Problematização inicial: verificamos que do total de doze projetos, 91,66% dos professores desenvolveram seus projetos, apresentando situações reais em que o aluno é o participante ativo desse processo de acordo com sua realidade. Destacamos o relato da professora P3 ao enfatizar que: A utilização do filme Wall. E como recurso audiovisual e problematização. 2) Hipóteses: destacamos que 41,66% dos professores desenvolveram as hipóteses de forma adequada. Nesta etapa, o aluno é levado a pensar sobre o tema proposto, o que delimitou pontos a serem questionados e também são levados a refletirem sobre as possíveis causas do problema, as quais deveriam ser estudos para buscar possíveis soluções. 3) Teorização: constatamos que 33,33% dos projetos desenvolveram a teorização, levando em consideração a organização dos alunos na busca das informações sobre o problema. Podemos destacar o relato da professora P1: estudo de textos que abordavam conceitos de bens renováveis e não renováveis e o reaproveitamento dos resíduos sólidos. 4) Hipóteses de solução: cerca de 33,33% dos docentes chegaram a esta etapa. Assim, exemplificamos, pelo relato do projeto feito pela professora P6: Reaproveitamento de resíduos sólidos, com a confecção das lixeiras para a coleta seletiva do lixo, produzido dentro da sala de aula; e a confecção de folder, apresentando dicas para a comunidade escolar sobre como ajudar a preservar o meio ambiente. 5) Aplicação da realidade: verificamos que 33,33% dos professores chegaram à fase onde os alunos voltam à realidade inicial, colocando em prática no meio sociocultural aquilo que foi observado, discutido, questionado, refletido e teorizado para aplicar a solução ao problema. Conclusões: Verificamos que 35% dos professores conseguiram desenvolver, com plenitude, as etapas da problematização, na perspectiva do Arco de Maguerez. Constatamos, assim, que os professores não conseguiram se apropriar completamente do referencial teórico desenvolvido na formação a respeito da temática proposta, entretanto, houve um impacto positivo percebido pelos diálogos docentes que ocorreram na apresentação dos projetos.

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Publicado
2020-02-12
Como Citar
LOPES, W.; FERRAZ DE JESUS, R.; LUIZ PUNTEL, R. ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E O PROCESSO DA PROBLEMATIZAÇÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 7, n. 4, 12 fev. 2020.