AVALIAÇÃO IN VITRO DO ANTI-HIPERTENSIVO LOSARTANA NA VIABILIDADE DE LEUCÓCITOS HUMANOS

  • Taís Kaminski
  • Luisa Zuravski
  • Queila Daiane Fonseca do Amaral
  • Mariana Balhego da Rocha
  • Luis Flavio Souza De Oliveira
  • Michel Mansur Machado
Rótulo Losartana, hipertensão, genotoxicidade, citotoxicidade, viabilidade

Resumo

A Hipertensão Arterial (HA) é o problema de saúde mais comum na população adulta no mundo, principalmente no Brasil.Estudos recentes feitos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a pressão alta é um dos mais perigosos fatores de risco para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e infartos agudos do miocárdio (IAM), as duas maiores causas de morte no mundo. Uma das classes de medicamentos anti-hipertensivas mais prescritas atualmente é a dos Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARAII). Dentro da classe dos ARA II, a Losartana foi o primeiro medicamento a ser comercializado e que apresenta uma grande eficácia em prevenir eventos cardiovasculares. Este medicamento pode reduzir o risco combinado de morte cardiovascular, a incidência de AVC e IAM em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda e oferece proteção renal para pacientes com diabetes tipo 2. Este medicamento age dilatando os vasos sanguíneos para facilitar o fluxo de sangue do coração para todo o corpo. Esta ação ajuda a reduzir a pressão arterial. Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca, também auxilia no melhor funcionamento do coração. O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito in vitro de diferentes concentrações de Losartana na viabilidade de linfócitos humanos. O anti-hipertensivo Losartana foi adquirido comercialmente e testado nas seguintes concentrações, pico plasmático dividido por 10, pico plasmático dividido por 2, pico plasmático, pico plasmático vezes 2 e pico plasmático vezes 10. Além dos grupos de diferentes concentrações de Losartana, foram testados os grupos controles (controle negativo com tampão fosfato pH 7.4 e controle positivo com 3µg/mL de Bleomicina). Todos os testes foram realizados em triplicata. Após o período de exposição, a viabilidade dos linfócitos foi analisada utilizando a técnica de coloração com Azul de Tripan seguida de análise microscópica. Observamos um decréscimo significativo na viabilidade dos linfócitos nas concentrações de 2 e 10 vezes o pico plasmático, com média de 81±3.6 e 73±8 células viáveis respectivamente. Nas demais concentrações de Losartana testadas, pico plasmático dividido por 10, pico plasmático dividido por 2 e pico plasmático, as médias obtidas de viabilidade celular são semelhante à média obtida para o controle negativo. O presente estudo demonstrou que este anti-hipertensivo nas concentrações de 2 e 10 vezes o pico plasmático apresenta efeitos citotóxicos, o que comprova, que mesmo concentrações relativamente baixas de Losartana podem causar toxicidade em células do sistema imune. Portanto, a administração e o uso deste medicamento deve ser realizado mediante prescrição médica e atenção farmacêutica para evitar danos de super dosagem. Concluímos que o uso racional de medicamentos e a manutenção da eficácia e segurança do tratamento são fatores indispensáveis para o sucesso terapêutico.

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Publicado
2020-02-12
Como Citar
KAMINSKI, T.; ZURAVSKI, L.; DAIANE FONSECA DO AMARAL, Q.; BALHEGO DA ROCHA, M.; FLAVIO SOUZA DE OLIVEIRA, L.; MANSUR MACHADO, M. AVALIAÇÃO IN VITRO DO ANTI-HIPERTENSIVO LOSARTANA NA VIABILIDADE DE LEUCÓCITOS HUMANOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 7, n. 4, 12 fev. 2020.