POTENCIAL PROTETOR E ANTIOXIDANTE DE ANACARDIUM MICROCARPUM EM MODELOS DE PARKINSONISMO

  • Illana Martins
  • Katiane Raquel Muller
  • Valter Menezes Barbosa Filho
  • Lúcia Helena do Canto Vinadé
  • Thais Posser
  • Jeferson Luis Franco
Rótulo Anacardium, microcarpum, estresse, oxidativo, neuroproteção

Resumo

As doenças neurodegenerativas compreendem uma condição onde a diminuição de células nervosas levam a uma perda funcional ou disfunção sensorial. Este processo está relacionado, em parte, com alta produção de radicais livres levando ao dano oxidativo de biomoléculas. A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum que afeta mais de 1% da população acima de 60 anos de idade. Vários modelos para o estudo da DP têm sido desenvolvidos à base de toxinas, destacando-se os modelos da 6-OHDA, MPTP, rotenona, paraquat. A planta Anacardium microcarpum (pop. Cajuizeiro) é encontrada principalmente no Bioma Cerrado brasileiro. Propriedades como atividade adstringente, antidiabética e anti-inflamatória têm sido atribuídas a esta espécie. Este estudo teve como objetivo avaliar a ação neuroprotetora do extrato hidroalcoólico de casca do caule de A. microcarpum (AMHE), e suas frações: metanólica (AMMF) e acetato de etila (AMEAF) contra o estresse oxidativo causado por H2O2 e Paraquat (PQ) em fatias corticais de Gallu gallus e Drosophila melanogaster. Para este estudo, foram utilizadas fatias corticais de pintainhos (5-15 dias) e moscas adultas D. melanogaster (0-4 dias; ambos os sexos). As fatias corticais foram incubadas durante 1 hora em tampão HEPES-salina oxigenado na presença / ausência de H2O2 (2 mM) e plantas (1-1000 μg / mL). Após os tratamentos, viabilidade celular (teste por MTT) e peroxidação lipídica (pelo teste de TBARS) foram avaliadas. AMMF foi o mais eficaz em evitar a diminuição da viabilidade celular causada pelo H2O2, a partir da concentração de 10 µg / mL, também reverteu a peroxidação lipídica induzida pelo H2O2 a partir da concentração de 100 µg / mL. Para os ensaios in vivo, as moscas foram tratadas durante 72 horas com 5 mM de PQ, na presença ou ausência de extrato e respectivas frações (1 e 10 mg / ml) em solução de sacarose a 1%. Após os tratamentos, foram analisados o número de moscas mortas, capacidade locomotora e formação de hidroperóxidos. A planta não apresentou toxicidade per se. PQ aumentou em 85% a mortalidade das moscas e causou déficit locomotor e ambos os efeitos foram revertidos pelo co-tratamento com AMHE e AMMF a partir de 1mg / mL. O aumento da produção de hidroperóxidos induzida por PQ foi revertida pela co-tratamento com AMHE e AMMF a partir da concentração de 10 mg / mL. Em conclusão, AMMF foi mais eficaz na proteção contra danos oxidativos in vitro e AMMF e AMHE em modelo de parkinsonismo in vivo (D. melanogaster). Este estudo demonstra o potencial terapêutico da árvore do cajuizeiro para tratamento de doenças neurodegenerativas.

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Publicado
2020-02-12
Como Citar
MARTINS, I.; RAQUEL MULLER, K.; MENEZES BARBOSA FILHO, V.; HELENA DO CANTO VINADÉ, L.; POSSER, T.; LUIS FRANCO, J. POTENCIAL PROTETOR E ANTIOXIDANTE DE ANACARDIUM MICROCARPUM EM MODELOS DE PARKINSONISMO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 7, n. 4, 12 fev. 2020.