UTILIZAÇÃO DE ADITIVOS NA ALIMENTAÇÃO DE CARPA CAPIM
Palavras-chave:
Ctenopharyngodon, idella, desempenho, zootécnico, casca, soja, Bacillus, cereus, subtilisResumo
Na procura de alternativas que mantenham a qualidade necessária para o bom desempenho dos animais há uma crescente utilização de aditivos. O uso deste na alimentação de peixes vem crescendo nos últimos anos, mas ainda são necessários estudos mais aplicados. Os probióticos são microrganismos vivos, que afetam beneficamente a saúde do hospedeiro, pois melhoram o equilíbrio da microbiota intestinal, sendo assim, favorecendo o sistema imunitário do indivíduo. Os prebióticos são compostos que estimulam seletivamente o crescimento e a atividade de uma ou mais espécies de bactérias benéficas intestinais. Quando há a utilização conjunta desses dois aditivos são considerados simbióticos, os quais podem melhorar a capacidade de colonização e ao mesmo tempo a normalização da flora intestinal, logo, conferindo maiores vantagens para o hospedeiro. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar o desempenho zootécnico de carpas capim (Ctenopharyngodon idella), alimentadas com dietas contendo probiótico, prebiótico ou simbiótico. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado contendo 4 tratamentos e 3 repetições. Assim sendo, tratamento 1: dieta controle (T1) sem inclusão de aditivos, tratamento 2: dieta suplementada com prebiótico (T2), tratamento 3: dieta suplementada com probiótico (T3) e tratamento 4: dieta suplementada com simbiótico (T4). Em cada unidade experimental foram alocados 16 juvenis de carpa capim com médias iniciais de 5,81 cm de comprimento padrão (CP) e 3,37 g de peso. As dietas foram formuladas para conter 30% PB e 3000 Kcal ED/Kg. O probiótico utilizado continha Bacillus cereus e Bacillus subtilis ao nível de 0,5%/Kg de ração. Como fonte prebiótica utilizou-se casca de soja ao nível de 5% na ração e no simbiótico foram utilizados os níveis de probiótico e prebiótico conjuntamente. Os peixes foram alocados em sistema de recirculação fechado em que cada unidade experimental possuía capacidade para 150 L. O período de aclimatação dos peixes foi de 15 dias e o experimental de 70 dias com biometrias realizadas a cada 10 dias. Os animais foram alimentados com 3% de peso vivo de ração às 9 horas e às 17 horas com forragem ofertada a vontade, sendo retirada a sobra da mesma no dia seguinte pela parte da manhã. A qualidade da água foi monitorada semanalmente e as mesmas se mantiveram dentro dos níveis aceitáveis para a espécie. Para a análise estatística utilizou-se Tukey ao nível de 95% de probabilidade. Os resultados apontaram que não houve diferença estatística entre os tratamentos, sendo assim, as médias finais gerais de cada tratamento apresentaram em torno de 82,90 ± 1,15 mm de CT, 67,48 ± 1,03 mm de CP e peso de 5,44 ± 0,24 g. Observando os resultados supracitados podemos indicar que a inclusão de probiótico, prebiótico e simbiótico na dieta para carpa capim não apresentaram diferenças entre os tratamentos analisados em relação a dieta controle durante o período experimental de 70 dias, podendo considerar que o período pode ter sido insuficiente para a manifestação bacteriana no intestino dos animais.Downloads
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Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
UTILIZAÇÃO DE ADITIVOS NA ALIMENTAÇÃO DE CARPA CAPIM. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/81470. Acesso em: 22 abr. 2026.