LARVICULTURA DO ACARÁ DO CONGO PRODUZIDOS COM DIFERENTES FONTES ALIMENTARES
Palavras-chave:
alga, artemia, bioflocos, nutrição, peixes, ornamentaisResumo
O cultivo de peixes ornamentais é uma das atividades da aquicultura mundial que vem ganhando grande destaque nas últimas décadas. No entanto, diversos problemas ainda são enfrentados pelos produtores, principalmente no que diz respeito a larvicultura dos animais. Sendo uma das maiores dificuldades enfrentadas a falta de informações referentes ao manejo alimentar ideal para cada espécie. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi avaliar a influência do uso de diferentes alimentos sobre o desenvolvimento de larvas do Acará do Congo (Archocentrus nigrofasciatus). Para isto os parâmetros analisados foram: Comprimento Total (mm), Peso (g) e Sobrevivência (%). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com seis tratamentos e três repetições, sendo realizada a análise de variância e a comparação das médias pelo teste de Tukey (5%). Utilizaram-se dezoito aquários com capacidade para cinco litros, sendo estocadas quatorze larvas com 5,54 mm de comprimento e 0,002 g de peso por aquário, produzidas durante 28 dias. Os tratamentos utilizados como fontes alimentares foram: náuplios de Artemia sp (T1); Alga Ankistrodesmus sp (T2); náuplios de Artemia sp + Alga Ankistrodesmus sp (T3); Produção em meio de Bioflocos (T4); Produção em meio de Bioflocos + Alga Ankistrodesmus sp (T5); náuplios de Artemia sp + Produção em meio de Bioflocos (T6). Além disso, todos os tratamentos receberam oferta de ração (45%PB) à vontade pela parte da manhã. Os náuplios de Artemia sp foram ofertados sempre na parte da tarde. A alga Ankistrodesmus sp e o meio com Bioflocos foram mantidos na água constantemente. Observando as variáveis analisadas, foi possível verificar um destaque dos tratamentos com oferta de náuplios de Artemia sp, onde para a variável CT (mm) os tratamentos T1 (14,51 mm), T6 (14,27 mm) e T3 (14,00 mm) demonstraram superioridade quando comparados aos tratamentos T2 (9,21 mm), T4 (9,51 mm) e T5 (8,95 mm). Para o Peso (g), o tratamento com melhor desempenho foi o T1 (0,06 g), seguido dos tratamentos T3 (0,05 g) e T6 (0,05 g), sendo os tratamentos T2 (0,02 g), T4 (0,02 g) e T5 (0,01 g) os que obtiveram as menores médias. Os maiores índices de sobrevivência foram obtidos para os tratamentos T3 (97,62%), T6 (95,24%) e T1 (88,10%), respectivamente. Os tratamentos T4 (35,71%) e T5 (52,38%), foram os que proporcionaram as menores sobrevivências. Diante do exposto, observa-se que as diferentes fontes de alimento interferem no desempenho das larvas, não sendo viável a oferta apenas de Alga e/ou Bioflocos adicionados da oferta de ração. Sendo assim, o manejo alimentar com náuplios de Artemia sp associados ou não a outra fonte de alimento demonstra ser a opção mais adequada para larvicultura do Acará do Congo.Downloads
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Publicado
2020-02-12
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
LARVICULTURA DO ACARÁ DO CONGO PRODUZIDOS COM DIFERENTES FONTES ALIMENTARES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 7, n. 4, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/81469. Acesso em: 19 abr. 2026.